Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de outubro de 2026
Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) focaram em anúncios no Facebook e no Instagram na reta final da campanha. Ambos gastaram uma média de R$ 10 mil por hora no último mês, segundo levantamento da Coluna do Estadão em dados da Meta, dona das duas redes sociais.
O candidato do PL concentrou os investimentos em impulsionamentos de publicações nas quais recebe apoio de cantores sertanejos, utilizando a popularidade desses artistas para ampliar o alcance de sua campanha nas redes sociais. Já o petista tem apostado na divulgação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne 10,8 milhões de seguidores e funciona como uma ferramenta de comunicação direta com seus apoiadores.
No primeiro turno, os gastos com publicidade digital eram significativamente menores. Lula, que liderava o ranking de investimentos naquele período, desembolsou, em média, R$ 3 mil por hora entre julho e setembro. Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda não havia destinado recursos à veiculação de anúncios nas plataformas da Meta durante esses meses.
Nos últimos 30 dias, Flávio gastou R$ 7,3 milhões com esses anúncios, ante R$ 6,8 milhões de Lula. O bolsonarista mantém a liderança entre os candidatos de todo o País nas estatísticas da última semana — com R$ 1,1 milhão ante R$ 900 mil de Lula — e da última segunda-feira (19), último dia contabilizado pela Meta, com R$ 400 mil ante R$ 140 mil de Lula.
Entre os dez candidatos que mais investiram nos anúncios da Meta no período, apenas Flávio e Lula estão em campanha no segundo turno. Os outros ou já foram eleitos ou foram derrotados.
— Veja a lista das despesas com anúncios no último mês:
* Flávio Bolsonaro (PL), disputa o 2º turno da eleição presidencial: R$ 7,3 milhões;
* Lula (PT), disputa o 2º turno da eleição presidencial: R$ 6,8 milhões;
* Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco eleita em 1º turno: R$ 2,4 milhões;
* Elmano de Freitas (PT), governador do Ceará eleito em 1º turno: R$ 1,8 milhão;
* Aécio Neves (PSDB), derrotado para o Senado em Minas Gerais: R$ 1,5 milhão;
* Rogério Barra (PL), deputado federal eleito pelo Pará: R$ 1,3 milhão;
* Guilherme Derrite (PP), senador eleito por São Paulo: R$ 1,2 milhão;
* Carmelo Neto (PL), deputado federal eleito pelo Ceará: R$ 1,1 milhão;
* Hana Ghassan (MDB), derrotada para o governo do Pará: R$ 1,1 milhão;
* Sandro Alex (PSD), derrotado para o governo do Paraná: R$ 1,1 milhão.