Sábado, 07 de fevereiro de 2026

“Foi amor à primeira vista”, diz Lula sobre Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (6), que “agora é amigo de Trump”. Declaração ocorreu na Bahia, durante o lançamento de ações do “Novo PAC Saúde”, que busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eu agora sou amigo do Trump. Ele toda hora fala que tivemos uma química e foi amor a primeira vista. Sabe porque, gente? Porque ninguém respeita quem não se respeita”, disse Lula.

Em setembro do ano passado, ao se encontrar com o presidente Lula pela primeira vez, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou eles tiveram uma “química excelente”.

“Nós não tivemos muito tempo para falar aqui, foram tipo, 20 segundos, conversamos, tivemos uma boa conversa e combinamos de nos encontrar na semana que vem, se for do seu interesse. Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto.”, afirmou Trump em meio ao imbróglio do tarifaço sob produtos brasileiros imposto pelos Estados Unidos.

Lula e Trump devem se encontrar novamente na primeira semana de março, segundo o petista. “Eu estou marcando, possivelmente na primeira semana de março, para ter uma conversa olho no olho com o presidente Trump”, afirmou Lula em entrevista ao UOL nessa quinta-feira (5).

Minerais críticos

O Brasil descarta aderir à aliança dos Estados Unidos sobre minerais críticos proposta pelo presidente americano, Donald Trump. A prioridade é firmar acordos bilaterais com outros países, estabelecendo que o Brasil processe e não só exporte a matéria-prima para outras nações. O governo observa a iniciativa de Trump como uma forma de definir como será o comércio global dos minerais críticos e terras raras a partir dos interesses americanos.

Na quarta-feira (4), Trump convidou uma série de países para formar um bloco comercial visando criar parcerias no setor de minerais críticos. Convidado, o Brasil enviou um diplomata de nível baixo para indicar que não deve participar da iniciativa da Casa Branca. A intenção foi ficar por dentro do assunto e acompanhar os discursos sobre o tema.

Enquanto os EUA tentam centralizar o comércio diante do monopólio chinês no mercado, os planos de Lula são diferentes, e o Brasil quer realizar acordos sobre o tema com diferentes países, tendo o processamento brasileiro como condição.

O tema deve ser levado por Lula nas próximas reuniões bilaterais com líderes, como a viagem que o petista fará para a Índia no fim do mês. Com os indianos, o governo brasileiro discute um acordo sobre minerais críticos, segundo pessoas a par do assunto. As conversas são preliminares e devem ser feitas até o desembarque do petista em Nova Délhi.

Na Índia, conforme apurou a reportagem, Lula também deve participar de uma cúpula de autoridades que discutirão assuntos relacionados à inteligência artificial. O comércio entre Brasil e Índia alcançou um recorde em 2025, superando a cifra de R$ 15 bilhões. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal CNN Brasil)

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