Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Forças americanas apreendem sétimo navio petroleiro ligado à Venezuela

Os Estados Unidos apreenderam nesta terça-feira (20) o sétimo petroleiro ligado à Venezuela, como parte das ações do governo Trump para assumir o controle da produção e da exportação de petróleo do país sul-americano.

Em publicação nas redes sociais, o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA informou que militares americanos apreenderam o navio Motor Vessel Sagitta “sem incidentes”. Segundo o comunicado, a embarcação operava em desacordo com a “quarentena estabelecida pelo presidente Donald Trump para navios sancionados no Caribe”.

O comando militar não esclareceu se a Guarda Costeira dos Estados Unidos assumiu o controle do petroleiro, como ocorreu em apreensões anteriores. O Pentágono não respondeu a pedidos de esclarecimento, e o Comando Sul afirmou que não tinha informações adicionais além da nota divulgada.

O Sagitta é um navio-tanque com bandeira da Libéria e, de acordo com registros marítimos, pertence e é operado por uma empresa sediada em Hong Kong. A última posição transmitida pela embarcação ocorreu há mais de dois meses, quando deixou o Mar Báltico, no norte da Europa. O navio foi alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA com base em uma ordem executiva relacionada à invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

Na publicação, o Comando Sul afirmou que o Sagitta havia transportado petróleo venezuelano e destacou que a apreensão “demonstra nossa determinação em garantir que o único petróleo que saia da Venezuela seja aquele coordenado de forma adequada e legal”.

O órgão militar também divulgou imagens aéreas do navio navegando em alto-mar. Diferentemente de registros anteriores, o vídeo não mostra helicópteros militares se aproximando da embarcação nem a atuação direta de forças americanas no convés.

Desde a destituição do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em uma operação surpresa realizada na madrugada de 3 de janeiro, o governo Trump passou a adotar uma estratégia de controle sobre a produção, o refino e a distribuição internacional do petróleo venezuelano.

Autoridades do governo republicano indicaram que as apreensões de petroleiros fazem parte de um esforço para gerar recursos financeiros, com o objetivo de reconstruir a indústria petrolífera do país e reativar a economia venezuelana, severamente afetada por anos de crise.

Há cerca de duas semanas, Trump se reuniu com executivos do setor petrolífero para discutir um plano de investimentos de aproximadamente US$ 100 bilhões na Venezuela, voltado à modernização da infraestrutura de produção e distribuição. Na ocasião, o presidente afirmou que os Estados Unidos pretendiam vender entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano.

Nesta terça-feira, Trump declarou a jornalistas que os EUA já retiraram cerca de 50 milhões de barris de petróleo da Venezuela. “Ainda temos milhões de barris de petróleo”, afirmou na Casa Branca. “Estamos vendendo no mercado aberto e reduzindo os preços do petróleo de forma significativa.”

O primeiro navio-tanque foi apreendido em 10 de dezembro, na costa venezuelana. A maioria das apreensões ocorreu em águas próximas ao país, com exceção do petroleiro Bella 1, capturado no Atlântico Norte.

O Bella 1 cruzava o Atlântico em direção ao Caribe quando, em 15 de dezembro, mudou abruptamente de rota e seguiu para o norte, rumo à Europa. A embarcação acabou sendo apreendida em 8 de janeiro.

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