Sábado, 21 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de março de 2026
Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo formado pelas economias mais ricas do mundo, disseram estar prontos para tomar as medidas necessárias para restabelecer o fornecimento global de energia, prejudicado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Em comunicado conjunto, grupo destacou a importância de proteger as rotas marítimas, incluindo o Estreito de Ormuz. Fazem parte do G7: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, além da União Europeia.
G7 diz estar empenhado em limitar os prejuízos causados pela guerra. “Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes”, escreveram os ministros.
Ao todo, 22 países já manifestaram intenção de garantir a passagem pelo estreito. A maioria é de países europeus, mas Emirados Árabes Unidos e Bahrain também fazem parte da lista.
Presidente iraniano clama por apoio dos Brics pelo fim dos ataques. Masoud Pezeshkian afirmou que o bloco de economias emergentes, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, pode desempenhar um papel independente para impedir os ataques dos Estados Unidos e de Israel.
Pezeshkian conversou com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Em telefonema, o presidente iraniano disse a Modi que deve haver garantias para evitar a recorrência de tal “agressão” no futuro. Ele ainda propôs uma estrutura de segurança regional composta por países da Ásia Ocidental para garantir a paz sem interferência estrangeira.
Após o telefonema, Modi condenou os ataques no Oriente Médio. Em publicação no X, o primeiro-ministro indiano reiterou ainda a importância de proteger a liberdade de navegação e garantir que as rotas marítimas permaneçam abertas e seguras.
Manifestações surgem durante a escalada do conflito no Oriente Médio. Os ataques na região ocasionaram no fechamento do Estreito de Ormuz.
Ofensivas na região fizeram o preço do barril do petróleo subir mais de 50%. Desde o início do conflito, no último dia 28 de fevereiro, o barril do Brent, referência internacional para o combustível, saltou 54,8% — de US$ 72,48 para US$ 112,19, até o fechamento do dia 20 de março. Com informações do portal Uol.