Segunda-feira, 23 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de março de 2026
O Mundial Brangus 2026 encerrou três dias de julgamentos em Londrina com uma demonstração contundente da evolução genética da raça no Brasil — e, sobretudo, da hegemonia gaúcha. Criadores do Rio Grande do Sul conquistaram 67% dos prêmios distribuídos nas categorias de rústicos e argola, além de três dos quatro títulos Supremos, reafirmando o Estado como referência técnica e genética no Brangus.
Entre os grandes destaques, a terneira B666, da Agroottoni, de Santo Antônio das Missões, brilhou ao conquistar o título de Suprema Top Terneira. O desempenho da fêmea é resultado de um trabalho de seleção que combina investimento em genética e parceria entre criatórios. A notoriedade foi tamanha que o animal acabou vendido por R$ 168 mil no leilão Noite dos Campeões, reforçando o valor comercial da genética apresentada.
A Agroottoni ainda levou o título de Reservado de Grande Campeão Terneiro com B886, ampliando sua presença entre os premiados. O criador Élio Ottoni celebrou o resultado como fruto de um processo de seleção consistente, que já começa a mostrar resultados em pista com descendentes da mesma linhagem.
Nas fêmeas adultas, o Rio Grande do Sul fez dobradinha. A vaca com cria ao pé L1072TE, da Cabanha Vacacaí, de São Gabriel, em parceria com a Fazenda Ramada, César Augusto Dagios e Giovani Lizot, conquistou o título de Grande Campeã e também o de Suprema Adulta. Emocionado, o criador Raul Southall destacou o papel da família e da dedicação coletiva na construção do plantel. A reservada de Grande Campeã ficou com a novilha Ignacia FIV3739, da Cabanha Recalada, de Capão do Leão.
Entre os machos, o touro TE8048, da Cabanha Juquiry, de Uruguaiana, levou o Grande Campeonato e o título de Supremo Adulto, consolidando o avanço genético do rebanho gaúcho também na categoria. A Agroottoni completou o pódio com o reservado de Grande Campeão.
Para o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, o desempenho gaúcho é reflexo da união entre criatórios e da decisão de levar a Londrina o melhor da genética do Estado. “Os criadores atenderam ao chamado e vieram em peso. O resultado está nas pistas: 67% dos prêmios ficaram no Rio Grande do Sul”, afirmou.
O encerramento dos julgamentos reforça que o Brasil vive um momento de maturidade genética na raça Brangus — e que os criatórios gaúchos seguem liderando esse movimento com consistência, investimento e resultados.