Domingo, 11 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de janeiro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a gestão do seu ex-colega de toga, Ricardo Lewandowski, à frente do Ministério da Justiça. Em publicação nas redes sociais, o magistrado argumentou que o ex-ministro trabalhou para fortalecer o combate ao crime organizado e apresentou a PEC da Segurança. Lewandowski foi alvo de ataques após deixar o cargo nessa quinta-feira (8).
“A atuação do Ministro Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições, reafirmando a centralidade do Estado de Direito na política de segurança pública”, escreveu Gilmar Mendes.
O ministro também citou o trabalho da Polícia Federal durante a gestão de Lewandowski, com destaque para as investigações contra o esquema de lavagem de dinheiro de facções criminosas, como as operações Tank, Quasar e Carbono Oculto.
Mendes finalizou mencionando a apresentação da PEC da Segurança Pública e do projeto de lei antifacção, classificadas por ele como “iniciativas voltadas ao fortalecimento da coordenação federativa e ao aprimoramento dos instrumentos de combate ao crime organizado”. Advogado-geral da União e indicado à vaga no STF, Jorge Messias também elogiou a atuação de Lewandowski no Ministério da Justiça.
“Sua trajetória foi marcada por um compromisso inabalável com a ética, a transparência e a defesa dos direitos fundamentais, sempre com um olhar atento às necessidades dos mais vulneráveis”, escreveu.
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que está exercendo o cargo de governador nas duas últimas semanas, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) está de férias, criticou a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça. Na ocasião, chamou de “boa notícia” a saída dele da pasta, anunciada nesta quinta-feira (8).
“Uma boa notícia foi a saída do ministro Lewandowski. Na minha opinião, é o pior ministro da Justiça da história. A gente teve a proposta dele de uma lei de segurança pública inócua que, justamente por isso, não foi adiante, que também tirava poderes dos governadores. Também mais uma frase infeliz do governo administrado pelo PT quando ele diz que a polícia prende mal, por isso que a Justiça é obrigada a soltar”, disse.
“Lewandowski sai do Ministério da Justiça e deixa um legado: crime organizado mais forte, mais ousado e mais armado no Brasil. Enquanto facções avançam, o ministro abandona o cargo sem entregar nada. Segurança zero”, completou a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC). (Com informações do jornal O Globo)