Sábado, 25 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de abril de 2026
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve lançar no 1º de maio o novo programa de renegociação de dívidas, apurou o jornal O Estado de S.Paulo. O novo Desenrola ainda será despachado pela equipe econômica com o presidente na próxima semana antes de ser formalmente anunciado.
A forma como o anúncio será feito ainda não está definida. O tema está em discussão na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência. Diferentemente de outros anos, o governo não organizará em 2026 um ato em celebração ao Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio. As centrais sindicais também desistiram da organização de um ato unificado, como era de praxe há décadas.
O fracasso do ato de 1º de maio organizado pelo Palácio do Planalto em 2024 fez com que Lula desistisse desse tipo de evento. À época, o evento foi coordenado pelo então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, na Neo Química Arena, estádio do Corinthians, em Itaquera. Apenas cerca de 1.600 pessoas compareceram ao local.
Uma das possibilidades é um pronunciamento à nação em comemoração ao 1º de maio, como o presidente fez em 2025. Seria uma forma de ter um ambiente controlado, ampla divulgação da mensagem, aproveitando ainda para reforçar a defesa do projeto de lei de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia indicado, na quinta-feira, 23, que o programa de renegociação de dívidas seria anunciado na semana que vem. O governo deve oferecer recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) como garantia para viabilizar descontos maiores nas dívidas.
A ideia é que esses deságios sejam oferecidos para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, contemplando dívidas com mais de 60 ou 90 dias. O programa deve permitir que as pessoas migrem de dívidas mais caras — rotativo do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem consignação — para linhas com juros menores, com algum tipo de garantia.
Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto identificou um novo fator para a dificuldade em aumentar a popularidade do presidente da República: o alto endividamento da população. A resposta veio rapidamente com o novo programa de renegociação de dívidas.