Domingo, 01 de fevereiro de 2026

Governo federal deve mudar regras do programa “Minha Casa Minha Vida”

O governo federal deve aumentar neste mês o limite das faixas de renda contempladas pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. De acordo com fontes ligadas ao Ministério das Cidades, a Faixa 1 terá seu limite de renda familiar expandido R$ 2.850 para R$ 3.200, ao passo que a Faixa 2 passará dos atuais R$ 4.700 para cerca de R$ 5.000.

A decisão deve ser confirmada até segunda-feira e então proposta ao Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que decide pela aprovação das novas regras. Trata-se de uma iniciativa destinada a impulsionar o programa, uma das “vitrines” eleitorais da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

No ano passado, uma nova faixa foi criada. O programa, que atendia famílias com renda de até R$ 8.600, foi ampliado para quem tem renda de até 12 mil. A medida visa atender financiamento habitacional para classe média. Esse segmento enfrenta dificuldades no acesso a crédito para casa própria, devido a escassez de recursos da poupança, fonte de financiamento de imóveis pela classe média.

Dados do Ministério das Cidades indicam que ao menos 2,2 milhões de moradias foram contratadas por meio do “Minha Casa, Minha Vida”. Com a ampliação das faixas, a meta é chegar a 3 milhões ao fim do mandato do líder petista, em dezembro.

Faixas

Atualmente, o “Minha Casa, Minha Vida” tem três faixas. Na Faixa 1, o teto de renda bruta mensal familiar é de R$ 2.850. Nesse grupo, é possível conseguir um imóvel pelo programa com 95% de subsídio do governo federal. Isso significa que a pessoa acaba pagando 5% do valor da casa ou apartamento.

Na Faixa 2, a renda da família precisa ficar entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700. Nesse caso, há um subsídio de até R$ 55 mil, e os juros são mais baixos. Já na Faixa 3 a renda vai de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil. Nesse caso, não há subsídio, mas os juros são mais baixos.

Em dezembro, Conselho Curador do FGTS aprovou novos ajustes do teto do valor do imóvel do programa nas faixas 1 e 2 nos municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O limite de R$ 255 mil deve ser corrigido em 4%, namédia – a tabela está congelada há cerca de três anos.

O teto do valor do imóvel nos municípios do interior de São Paulo e Rio de Janeiro já foi reajustado pelo mesmo percentual. Nas capitais, o valor se manteve em R$ 350 mil.

Já na faixa 3 (renda familiar de até R$ 8,6 mil) do programa, o limite do valor do imóvel é de R$ 350 mil. Acima dessa renda, até R$ 12 mil (faixa 4 do programa), o teto também é esse.

Ainda conforme as regras do programa, famílias de baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste têm acesso a juros mais baixos e a um desconto concedido pelo FGTS para permitir que a prestação caiba no orçamento familiar. Os juros variam entre 4% ao ano e 10,5% ao ano e o desconto de até R$ 55 mil por família. (com informações do jornal “Extra”)

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