Quinta-feira, 07 de maio de 2026

Governo Lula prevê investir quase R$ 1 bilhão em segurança pública

O governo federal vai lançar na próxima terça-feira (12) um plano de combate ao crime organizado. As ações preveem um investimento de R$ 960 milhões ainda neste ano.

A área da segurança pública está entre aquelas com pior avaliação no governo e representa um gargalo para o presidente na campanha eleitoral deste ano. O lançamento da iniciativa foi informado inicialmente pela CNN Brasil e confirmado pelo Estadão. O plano será organizado em quatro eixos principais: asfixia financeira das organizações criminosas; combate ao tráfico de armas; esclarecimento de homicídios; e fortalecimento do sistema prisional.

O combate ao tráfico de armas não entrou na pauta da reunião entre Lula e Trump, realizada nessa quinta-feira (7). Apesar disso, o governo brasileiro mantém a avaliação de que os Estados Unidos têm papel relevante nesse cenário, já que parte das armas que circulam no Brasil é de origem americana. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, integra a comitiva presidencial na viagem.

Em declarações anteriores ao encontro, o secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que o governo brasileiro pretendia reforçar a importância da cooperação internacional na área de segurança. “Boa parte das armas que circulam no Brasil é de origem americana, uma parte dos recursos do crime está em contas no exterior. Há Estados americanos que têm regimes fiscais mais brandos”, disse ao Estadão.

A expectativa do governo era sinalizar ações voltadas ao fortalecimento da política de segurança pública, citando medidas como a aprovação da Lei Antifacção e a tramitação da PEC da Segurança.

Detalhamento

Em relação à asfixia financeira, a visão do governo é de que é preciso descapitalizar as organizações criminosas para tornar a atividade menos atrativa. Para isso, a ideia é impedir que as facções continuem lucrando e fazer com que percam os bens adquiridos com o crime. Nesse sentido, haverá reforço nos serviços de inteligência, com a compra de equipamentos de última geração e a expansão de estruturas como o Comitê Integrado de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos.

No eixo de reforço do sistema prisional, o governo quer aprimorar as estruturas de presídios estaduais. “A gente quer pegar os presídios que têm mais presos ligados ao crime organizado e equipá-los com a tecnologia necessária para mantê-los isolados”, disse o secretário. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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