Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Governo monitora preço do arroz e deve se reunir com atacadistas

O governo federal monitora os preços praticados pela indústria de arroz no País – e pretende se reunir com atacadistas para evitar uma escala nos preços, incluindo o estoque já em posse dos revendedores. As informações são do blog da Ana Flor.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que a pasta está estruturando uma “ação” com varejistas brasileiros. Segundo ele, esse seria o primeiro passo para garantir o abastecimento, sem escalada de preços, do arroz no País.

O risco de escassez ou inflação surgiu no radar após as chuvas fortes que atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas – o Estado concentra 70% da produção nacional do grão. A maior parte da safra atual, no entanto, já tinha sido colhida antes das enchentes.

O Ministério da Agricultura reuniu dados levantados por associações de supermercados. As tabelas mostram que, de nove empresas que vendem arroz ao varejo, cinco suspenderam as negociações.

O governo também identificou que pelo menos oito das principais marcas de arroz do País já vendem o cereal com reajustes entre 5% e 14% – mesmo sem terem estoques afetados pelas enchentes no RS.

Leilão suspenso

Na última segunda (20), o governo federal zerou o imposto de importação do arroz para países de fora do Mercosul.

Em seguida, Fávaro afirmou que o País suspenderia o leilão em que previa comprar toneladas do cereal produzido por países vizinhos. O Mercosul, segundo ele, elevou os preços em cerca de 30% antevendo a compra.

“Nós demos uma demonstração ao Mercosul de que, se for querer especular, nós buscamos de outro lugar”, disse Fávaro.

Apesar da suspensão do leilão para compra de arroz, o governo decidiu manter a compra do produto de outros países. A previsão é importar entre 150 mil e 200 mil toneladas do produto a ser adquirido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e distribuído por supermercados e atacadistas.

Os detalhes da operação deverão ser anunciados nos próximos dias, segundo técnicos envolvidos nas discussões. Com a isenção da tarifa de importação do arroz, o produto poderá ser comprado de outros países, como Tailândia, por exemplo, além do Mercosul.

No entanto, o governo gaúcho afirmou que, mesmo com o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, a safra do Estado será suficiente para abastecer todo o País e que a importação é “desnecessária”.

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