Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de fevereiro de 2026
O governo federal aportou R$ 300 bilhões para financiar a reindustrialização do Brasil entre 2023 e 2025, e oferecerá outra linha de crédito de R$ 70 bilhões até o fim deste ano, prometeu hoje o presidente do BNDES (Bando Nacional de Desenvolvimento), Aloizio Mercadante.
O anúncio aconteceu em evento de hoje em São Paulo. “[Estamos] aumentando mais R$ 70 bilhões o crédito para a indústria até o final do ano”, afirmou Mercadante.
O valor foi anunciado durante a prestação de contas do programa NIB (Nova Indústria Brasil). Entre 2023 e 2025, o governo federal diz ter financiado R$ 300 bilhões na reindustrialização do país. Com o novo aporte, “serão R$ 370 bilhões para a próxima entrega”, disse o presidente do banco.
A linha de crédito foi facilitada. Ao todo, R$ 287,4 bilhões foram financiados com renda fixa, enquanto R$ 12,6 com renda variável.
O valor, diz o governo, superou a oferta de crédito inicial. “A promessa era fazer R$ 250 bilhões, mas ampliou para R$ 300 bilhões até 2025”, disse Mercadante
A indústria produtiva utilizou mais dinheiro:
Verde: 11,9 bi
Inovadora e Digital: 29,1 bi
Exportadora: R$ 46,3 bi
Produtiva: 212,8 bi
A região Sudeste foi a que mais recebeu recursos: 49%, ou R$ 140,8 bilhões. Foi seguida por Sul (R$ 76,9 bi, 27%), Centro-Oeste (R$ 35,4 bi; 12%), Nordeste (R$ 24,5 bi; 9%) e Norte (R$ 9,9 bi; 3%).
As grandes empresas foram as maiores beneficiadas. Receberam 61% do valor, o equivalente a R$ 175,6 bilhões, enquanto as pequenas e médias empresas financiaram R$ 111,8 bilhões (39%).
A concessão de subsídios para a indústria foi uma guinada em relação ao governo anterior. A abordagem econômica daquela gestão era voltada à liberalização de mercado, com foco na redução da participação direta do Estado na economia.
Lançada neste governo, a NIB foi estruturada sobre seis bases:
Defesa: Dominar tecnologias para a defesa nacional e segurança do país;
Saúde: Produzir 70% das necessidades nacionais para reduzir a dependência externa de medicamentos e vacinas;
Descarbonização: Impulsionar a transição energética, o desenvolvimento de combustíveis renováveis, a economia circular e a criação de materiais que dispensam o uso de petróleo;
Transformação digital: Digitalizar 90% das indústrias brasileiras e aumentar a produção nacional de novas tecnologias;
Bem-estar nas cidades: Investimento em infraestrutura, saneamento, moradia e deslocamento urbano;
Cadeias agroindustriais: Aumentar a mecanização mecanização da agricultura familiar e a participação da agroindústria no PIB agropecuário. Diferente do agronegócio, a agroindústria abrange a cadeia completa, que vai da venda de sementes à exportação: ela foca no processamento, conservação e embalagem dessas commodities para aumentar sua vida útil e valor comercial. Ela transforma um grão de soja em óleo e proteína texturizada, por exemplo. Com informações do portal Uol.