Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

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Governo revisa previsão de rombo nas contas públicas para quase 96 bilhões de reais em 2021

O Ministério da Economia prevê encerrar o ano com um rombo de R$ 95,822 bilhões nas contas públicas em 2021. O déficit (diferença entre tudo o que o governo arrecada menos o que gasta) é menor do que a previsão anterior, de R$ 139,435 bilhões, graças a uma melhora significativa na arrecadação. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22), no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º bimestre.

Os resultados também estão bem melhores do que o permitido pela meta fiscal deste ano, que autoriza rombo de até R$ 247,1 bilhões. A meta fiscal “ajustada”, que desconta despesas atreladas ao combate à covid-19, permitiria déficit ainda maior, de R$ 331,577 bilhões.

Segundo as projeções oficiais, a receita total do governo deve ficar em R$ 1,913 trilhão em 2021, R$ 57,7 bilhões a mais do que o previsto no 4º bimestre. Já a receita líquida, após transferências, é estimada em R$ 1,555 trilhão, R$ 47,672 bilhões acima da projeção anterior.

Apesar do aumento nas receitas, o governo não pode usar tudo para bancar novas despesas devido à limitação do teto de gastos, que atrela o crescimento das despesas à variação da inflação.

Com isso, a despesa total deve fechar o ano em R$ 1,651 trilhão, R$ 4,059 bilhões acima do previsto anteriormente.

Segundo a Economia, o crescimento se dará principalmente nas chamadas despesas discricionárias, que incluem custeio e investimentos. A elevação é de R$ 4,574 bilhões, para um total de R$ 129,042 bilhões no ano.

Já as obrigatórias, que incluem benefícios previdenciários e salários, caíram R$ 514,8 milhões, para R$ 1,522 trilhão.

Inflação

Economistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram novamente a estimativa para inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e passaram a prever um valor acima de dois dígitos neste ano.

A expectativa do mercado consta do relatório Focus, divulgado nesta segunda pelo BC. A projeção dos analistas para o IPCA de 2021 subiu de 9,77% para 10,12%, alta ininterrupta há 33 semanas, desde o relatório do dia 12 de abril. Há um mês, a estimativa estava em 8,96%.

Se confirmada a previsão, essa será a primeira vez que a inflação atinge esse patamar desde 2015 – quando o IPCA somou 10,67% – no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

O centro da meta de inflação em 2021 é de 3,75%. Pelo sistema vigente no País, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do mercado já está acima do dobro da meta central de inflação (7,5%).

Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,79% para 4,96% a estimativa de inflação – o 18º aumento seguido. No ano que vem, a meta da inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Com isso, a estimativa se aproxima mais do teto do sistema de metas.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia.

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