Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de janeiro de 2026
Além de ser vista diariamente na novela das 9 da TV Globo, “Três Graças”, como Arminda, a atriz Grazi Massafera está prestes a protagonizar mais uma história. Trata-se de uma nova versão de Dona Beja, que estreia na HBO Max no dia 2 de fevereiro.
Escrita por Daniel Berlinsky e António Barreira, a novela é uma releitura da obra original criada por Wilson Aguiar Filho, exibida pela TV Manchete em 1986, com o título de Dona Beija. A versão de agora, Dona Beja, segue contando a história de Ana Jacinta de São José, figura emblemática de Araxá, em Minas Gerais, e cercada de mitos.
Mulher destemida, Beja enfrenta a sociedade do século 19 depois de ver seu avô ser assassinado e ser levada à força para viver com um ouvidor, quando rompe os laços com o noivo, Antônio Sampaio, personagem de David Junior.
A partir deste mote central, o autor discute temas como violência contra a mulher, racismo – Antônio é um homem preto e livre -, casamento interracial, homofobia e transfobia.
Em coletiva de imprensa realizada para o lançamento da novela, nesta terça-feira (27), Grazi afirmou que Dona Beja pode incomodar algumas pessoas.
“Os mais conservadores vão achar que é lacração. E queremos isso. Vamos virar o siri na lata”, disse a atriz. Grazi foi ainda mais enfática. “A novela nos ensina a ter persistência. Te entregam cocô de cavalo e você entrega flores. A novela é (como entregar) flores para essa galera”, completou.
A atriz afirmou que enfrenta julgamentos na vida real. “Falar sobre a luta das mulheres é a minha vida. Sou solteira e livre. Julgam meus namorados, meu corpo, minha filha…”
Grazi ganhou o apoio de suas colegas de elenco. Thalma de Freitas, que interpreta Josefa Carneiro de Mendonça, disse que “há sempre alguém para tentar tirar a dignidade da nossa história”. “É do jogo. Estamos acostumados a fazer a transição de uma crítica pesada à força”, afirmou.
Para a atriz Débora Evelyn, que dá vida a Ceci, sogra de Beja, a arte e a cultura são a melhor maneira de se lutar contra os preconceitos. (Com informações de O Estado de S.Paulo)