Segunda-feira, 02 de março de 2026

Guarda Revolucionária do Irã afirma que inimigos que mataram o líder supremo do país não estarão seguros “nem mesmo em casa”

A Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou nesta segunda-feira (2) que os “inimigos que mataram” o antigo líder supremo do Irã Ali Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”. A ameaça foi vinculada pela mídia estatal iraniana, pouco depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantir que está confiante na vitória do país em sua ofensiva contra Teerã em discurso em Washington.

“Não descansaremos até que o inimigo seja derrotado. Não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares”, afirma comunicado.

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo linha-dura do Irã que governou o país por quase quatro décadas, foi morto nos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel no sábado (28), confirmou a mídia estatal iraniana.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária anunciou que estava lançando mais uma onda de ataques com o uso de novos mísseis, e informou que atingiu o petroleiro Athen Nova com drones no Estreito de Ormuz, uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do mundo.

Em seu discurso nesta segunda, Trump defendeu sua ofensiva no Irã. Disse que os ataques eram “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano” e que o conflito deve durar “quatro ou cinco semanas ou mais”.

Em sua primeira fala pública sobre o conflito, Trump afirmou ainda que seu objetivo é destruir mísseis, desmantelar a Marinha iraniana e interromper as “ambições nucleares” do país do Oriente Médio e o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas.

O norte-americano indicou ainda não estar disposto a voltar a dialogar com Teerã — EUA e Irã vinham travando negociações para assinar um acordo de não proliferação de armas nucleares.

“Não dá lidar com essas pessoas”, discursou Trump durante uma cerimônia para a concessão de medalhas a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, na Casa Branca. A fala ocorreu em um evento de entrega de medalhas de honra a soldados mortos no conflito. Até o momento, quatro militares tiveram suas mortes confirmadas pelas Forças Armadas norte-americanas. Outros 18 soldados estão feridos em estado grave após ataques retaliatórios iranianos, segundo a rede CNN Internacional.

Trump reiterou argumentos de que o Irã tentou reconstruir seu programa nuclear e afirmou que o país expandia “rapida e dramaticamente” seu programa de mísseis, que representavam uma ameaça colossal aos EUA, às bases militares dos EUA no Oriente Médio e à Europa.

O presidente norte-americano reiterou estar “muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear” feito pelo ex-presidente Barack Obama com os iranianos.

Trump disse que a guerra era “nossa última e melhor chance para atacar e eliminar a ameaça intolerável representada pelo Irã”. “Eliminamos a liderança [iraniana] em 1 hora”, completou. Segundo ele, os EUA estão destruindo as capacidades de mísseis do Irã, tanto os já feitos quanto a produção de novos mísseis, e afundaram pelo menos 10 navios iranianos.

Trump afirmou que os objetivos da guerra são:

* “Garantir que o Irã nunca tenha uma arma nuclear”
* “Garantir que o regime do Irã não consiga mais financiar os grupos terroristas do Oriente Médio”
* “Achamos que tínhamos um acordo, aí eles deram para trás. De novo, achamos que tínhamos fechado um acordo, e eles novamente deram para trás. Uma hora falamos chega”, afirmou.

Mais cedo, Trump disse à rede CNN Internacional que a “grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir”.

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