Sexta-feira, 15 de maio de 2026

Homem que abandonou criança em ônibus em Porto Alegre após feminicídio é condenado a 32 anos de prisão

Júri popular realizado em Porto Alegre nessa quinta-feira (14) resultou em sentença de 32 anos de prisão a um réu acusado de matar a ex-companheira e depois deixar para trás – propositalmente – dentro de um ônibus o filho, de 4 anos e com necessidades especiais. O feminicídio e o abandono de incapaz foram cometidos em 2024, na Zona Sul da capital gaúcha.

Na denúncia formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) consta que, no dia 21 de outubro daquele ano, a vítima foi brutalmente espancada e depois sofreu estrangulamento, dentro de sua casa, no bairro Lami, em contexto de violência doméstica. Ela teve o corpo escondido sob uma cama, onde seria posteriormente encontrado, já em decomposição avançada.

O autor chegou a buscar informações sobre a entrega do filho ao Conselho Tutelar, mas seu comportamento levantou suspeitas ao justificar o motivo do questionamento e demonstrar receio de que a Polícia Civil fosse acionada pela equipe do órgão. Horas após o feminicídio, acabou abandonando em coletivo da empresa Citral a criança, que sofre de uma síndrome genética e recebe alimentação por sonda.

Imagens registradas por câmeras de monitoramento permitiram sua identificação. Localizado, foi detido, confessou o crime e teve sua prisão preventiva decretada pouco mais de uma semana depois, permanecendo atrás das grades desde então.

“A condenação é apenas uma pequena resposta da sociedade, na esperança de que novos crimes não sejam cometidos”, destacou a promotora Luciana Casarotto, que atuou em plenário. “Trata-se de uma resposta mínima após a decisão de matar sua companheira estrangulada, deixando seu filho totalmente desamparado e uma trilha de sofrimento que durará para sempre.”

Alvorada

Em Alvorada (Região Metropolitana de Porto Alegre), dois integrantes de organização criminosa foram condenados, respectivamente, a 15 e 21 anos de prisão por homicídio qualificado. O crime foi motivado em janeiro de 2024, no contexto da disputa entre facções, tendo como vítima um integrante de grupo rival. A ordem do crime teria partido de dentro de estabelecimento prisional.

Conforme o Ministério Público, foram levados em conta os agravantes de motivo torpe, uso de meio que dificultou a defesa (ao menos 20 tiros) e premeditação, já que os executores usavam réplicas de uniformes da Polícia Civil. Um terceiro homem que participou do ataque já foi sentenciado, em março deste ano, a 17 anos de cadeia.

(Marcello Campos)

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