Terça-feira, 07 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de julho de 2026
A mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-SP, vinculada ao Ministério da Saúde), mostra incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) mostra nível de alerta, risco ou alto risco na maioria dos Estados ao longo das últimas duas semanas. O Rio Grande do Sul está na lista das seis unidades federativas com tendência de crescimento, no longo prazo, das hospitalizações por esse motivo.
Conforme a instituição, essa curva ascendente ocorre também em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Roraima. O fato é associado sobretudo ao vírus sincicial respiratório (VSR) e, em algumas regiões, também aos vírus influenzas A e B, causadadores de gripe.
O cenário analisado é referente à Semana Epidemiológica 25, período de 6 a 27 de junho, e foi compartilhada no início deste mês. Em âmbito nacional, o boletim revela sinais de manutenção do crescimento dos casos de SRAG nos idosos, interrupção nas crianças menores de 2 anos e redução nas faixas etárias de 2 a 49 anos.
Ainda não é hora de relaxar as medidas de proteção, já que os casos de SRAG continuam em níveis elevados em grande parte do País. Dentre as recomendações está a de se manter em dia a vacinação contra gripe e covid, a fim de evitar casos graves e óbitos.
“Além da vacinação, é importante que a população mantenha algumas medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde, locais fechados e com maior aglomeração de pessoas”, acrescenta a Fundação por meio de notícia publicada no site agencia.fiocruz.br. “Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é permanecer em casa e evitar contato com outras pessoas. Se isso não for possível, a recomendação é sair de casa utilizando uma boa máscara.”
Capitais
O estudo constatou, ainda, que que nove das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco: Porto Alegre, Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (NA), Goiânia (GO), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA).
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 14,5% de influenza A, 8,1% de influenza B, 55,2% de vírus sincicial respiratório, 23,1% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (covid). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 36,7% de influenza A, 13,1% de influenza B, 22,3% de vírus sincicial respiratório, 20,9% de rinovírus e 8,3% de Sars-CoV-2 (covid).
(Marcello Campos)