Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de janeiro de 2026
O Ibovespa registrou uma nova máxima histórica nesta sexta-feira (23). O principal índice da bolsa brasileira disparou 1,86% e fechou aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos. Na semana, o índice teve valorização de mais de 8%. O dólar, por sua vez, encerrou a sessão em leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,2867.
Os investidores voltaram a direcionar a atenção para dados dos Estados Unidos e para o comportamento recente dos ativos globais. Indicadores de atividade, sinais de menor tensão geopolítica e o maior fluxo de estrangeiros ajudaram a compor o cenário dos mercados brasileiros nesta sexta-feira.
Entre os dados americanos, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) registrou uma alta em janeiro, para 52,8. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado (53), mas ainda representa uma expansão da atividade empresarial dos EUA. Já o índice de confiança do consumidor, divulgado pela Universidade de Michigan, subiu para 56,4, acima da leitura preliminar de 54.
“Esses indicadores ajudam a calibrar as expectativas do mercado em relação ao crescimento econômico e ao cenário de juros americanos, com potencial impacto direto sobre o dólar global e os fluxos para mercados emergentes”, explica Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio.
Na véspera, a redução das tensões entre os EUA e a União Europeia diminuíram as preocupações no mercado. O presidente Donald Trump descartou o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspendeu as tarifas que estavam previstas para oito países europeus, afirmando que discutia uma ampliação da presença americana na ilha om aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Já nesta sexta-feira, a primeira rodada de negociações trilaterais entre EUA, Ucrânia e Rússia sobre o conflito ucraniano, que se aproxima de quatro anos, ficaram no radar. As tratativas ocorrem em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e estão previstas para seguir até sábado. No Brasil, o Ibovespa voltou a renovar sua máxima histórica nesta sexta-feira, impulsionado principalmente pelas blue chips — ações de empresas grandes, consolidadas e financeiramente mais estáveis. Entre os destaques, os papéis da Petrobras subiram mais de 4% na sessão, puxados pelo forte avanço nos preços do petróleo no mercado internacional. Só nesta semana, o índice já acumula valorização de mais de 8%.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados fecharam a sessão desta sexta-feira sem direção única. Ao final da sessão, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,58%, enquanto o S&P 500 avançou 0,02%. O Nasdaq Composite, por sua vez, avançou 0,28%. Na Europa, os mercados caíram enquanto investidores avaliavam acontecimentos do Fórum Econômico Mundial em Davos.
Além disso, nesta sexta-feira EUA, Ucrânia e Rússia iniciram a primeira rodada de negociações trilaterais sobre o conflito ucraniano. No fechamento, o índice europeu STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana e interrompendo uma sequência de cinco semanas de altas.
Entre as bolsas nacionais, Londres recuou 0,07%, Paris perdeu 0,07%, Milão caiu 0,58%, Madri registrou baixa de 0,67% e Lisboa teve queda de 0,54%. Frankfurt foi a única exceção do dia, com avanço de 0,18%. Na Ásia, as bolsas encerraram o dia com resultados variados, após uma semana marcada pelo aumento das ações regulatórias na China.
As autoridades chinesas intensificaram medidas contra práticas consideradas irregulares, como manipulação de preços e informações enganosas, com o objetivo de conter negociações especulativas. Os principais índices do continente terminaram o pregão com movimentos mistos. Em Xangai, o SSEC subiu 0,33%, enquanto o CSI300 caiu 0,45%. O Hang Seng, em Hong Kong, avançou 0,45%.
Em outros mercados, o Nikkei, de Tóquio, subiu 0,4%; o KOSPI, de Seul, aumentou 0,76%; o TAIEX, de Taiwan, ganhou 0,68%; e o Straits Times, de Cingapura, avançou 1,26%.