Terça-feira, 23 de julho de 2024

Importar arroz era ideia fixa de Lula já em 9 de maio

Há mais de um mês, em São José da Tapera (AL), Lula (PT) já defendia a importação de arroz com intrigante ênfase, mas não pela tragédia no Rio Grande do Sul e sim porque se disse “puto da vida” com o preço, segundo ele, de 33 reais por saco de 5 quilos. Sem admitir que preço alto tem a ver com pesados impostos do seu governo, Lula assinou medida provisória liberando R$7,2 bilhões para importar 1,3 milhão de toneladas. O leilão de importação foi anulado ontem (11) com indícios de corrupção.

Caso de polícia

A ligação de filho de Neri Geller, secretário de Política Agrícola, com importadores de arroz transforma as suspeitas em caso de polícia.

Brasil abastecido

Lula decidiu importar sem procurar saber se era necessário, e manteve a decisão apesar da garantia de que não havia risco de desabastecimento.

Colhido e a salvo

A Fenarroz, que representa 6 mil produtores gaúchos, informou desde o primeiro momento que quase toda a safra já estava colhida e a salvo.

Estava escrito

Sinais de corrupção surgiram nos leilões, com a opção de entregar R$ 732 milhões a uma loja de queijos de Macapá (AP) para importar arroz.

Projeto exige ‘ok’ indígena em licença ambiental

Na miúda, avança na Câmara projeto que burocratiza ainda mais a concessão de licença ambiental para empreendimentos e atividades em territórios ditos indígenas e quilombolas. O texto, esquecido desde 2018, ganhou suspeitíssima celeridade no governo Lula. O projeto escanteia a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e empodera indígenas, geralmente assistidos de perto por ONGs picaretas, e outros grupos com poder de veto à permissão. Negócios nestas áreas só com aval da turma.

Trincheira

Junio Amaral (PL-MG) tentou devolver à Funai a competência para ouvir e emitir parecer sobre os direitos indígenas. Foi negado pela relatora.

Ongueiros festejam

O projeto é relatado por Talíria Petrone (Psol-RJ), extremista que rejeitou também emenda para oitivas serem consultivas, sem poder de veto.

Cacique manda

Consultas assim seguem metodologia da Funai. Pelo novo texto, as comunidades é que vão definir data, idioma, local, votação, registro…

Indícios de safadeza

Ao contrário do que afirmou o ministro Carlos Fávaro (Agricultura), o envolvimento do filho do seu secretário de Política Agrícola com intermediários na importação do arroz é exatamente o fato que desabona o governo e gera suspeita. É preciso investigar os indícios de safadeza.

CPI do Tio Ladrão

O deputado Zuco (PL-RS) insiste na CPI do Arrozão ou “do Tio Ladrão”, como as redes sociais a batizaram com ironia, lembrando a marca gaúcha Tio João, campeã de vendas em todo o País.

Domo brasileiro

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comparou o Congresso ao Domo de Ferro, escudo de Israel, protegendo a sociedade das bombas fiscais de Lula: “Quando não é aumentando despesas, é aumentando impostos”.

Tolerância tem limite

“Tudo tem limite, inclusive a tolerância para as bandalheiras do governo Lula”, avalia a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) ao celebrar a anulação do suspeitíssimo leilão bilionário para importar arroz.

Desinteresse de ocasião

Questionado sobre quantas empresas não qualificadas venceram o suspeito leilão de arroz, o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) simplesmente respondeu que “isso não interessa”.

Vigilância

“Claramente o governo foi forçado a anular o leilão”, disse o senador Rogério Marinho (PL-RN). “Se não fosse pela vigilância do povo, o PT estaria gastando bilhões, sem transparência, com empresas suspeitas e sem capacidade operacional e financeira”, alertou.

Projeto Janones

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer moralizar as comissões, recorrente palco para baixaria parlamentar. Apresentou projeto para suspender o mandato de deputados arruaceiros.

TV de um só

“A TV Câmara virou a TV de um partido político… e ela é subsidiada pelo povo”, disse o deputado Osmar Terra (MDB-RS). “Ainda bem que temos as redes sociais que querem censurar e nós não vamos deixar.”

Pensando bem…

…arroz de festa, no governo petista, tem outro significado.

PODER SEM PUDOR

Pavio curtíssimo

Adhemar de Barros estava sempre às voltas com repórteres e suas perguntas nem sempre compreendidas. Na campanha presidencial de 1960, durante uma coletiva, um jornalista perguntou se a sua candidatura, no fundo, não beneficiaria a de Jânio Quadros (UDN). Adhemar não suportou a provocação. Pegou o microfone do repórter e afirmou: “Primeiro, não permito que pronuncie o nome do demônio na minha frente. E depois, como médico, posso dizer que o senhor é um débil mental!” E encerrou a entrevista.

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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