Sábado, 03 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
Não sou dado a previsões sobre o futuro: não creio nelas, ainda mais sendo minhas. Mas como todo mundo dá seus palpites, como videntes e tarólogos são intimados a fornecer as suas versões para o ano que entra, e como acho que tenho as mesmas chances de acertar quanto bolas de cristal e cartas de baralho, dou, graciosamente, os pitacos de um otimista incorrigível para 2026.
Comecemos com Trump. Em 2026, por ordem direta do presidente, os ianques levarão preso Nicolás Maduro, sob o pretexto de que ele enche muito o saco com o seu socialismo de fancaria, fora o fato de que na Venezuela tem muito petróleo.
Nas suas relações com o Brasil continuará cada vez mais aberto e desinibido o flerte com Lula. Trump demorou para descobrir que os Bolsonaros são conhecidos fofoqueiros, que falam mal de todo mundo. E cederá vez mais aos encantos do nosso presidente.
O tarifaço lançado sobre os produtos brasileiros do EUA será todo revogado. Trump devolverá ao Brasil tudo o que foi pago a mais daquelas taxas majoradas. O que está em discussão é apenas o prazo da devolução: Trump quer pagar de uma só vez, Lula insiste que seja em mensalidades suaves, para não complicar as finanças do coleguinha.
No Brasil, voltaremos a ter orgulho dos Correios, como no passado. E Lula, mais uma vez ele, será o grande vitorioso. A recuperação plena dos Correios será alcançada através de duas medidas espetaculares: o fim da jornada 6×1, e a gratuidade dos transportes públicos.
Os carteiros, com um dia a menos de serviço, serão tomados de tal motivação que , mesmo folgando um dia a mais por semana, alcançarão o dobro de produtividade, entregarão o dobro de cartas e pacotes, Mercado Livre, Magalu, Amazon ficarão comendo poeira atrás.
E com os transportes públicos gratuitos, haverá uma redução substancial dos custos da empresa. Os ônibus urbanos andarão lotados de carteiros com o tradicional uniforme amarelo dos Correios – e dá-lhe entrega de cartas e mercadorias em cada canto das periferias e nos rincões mais distantes.
A Empresa Brasileira de Comunicação-EBC, ( mas pode me chamar de TV Lula ), finalmente, sairá do traço na audiência em que está hoje.
A revolução já começou com o novo programa de esportes, apresentado pelos companheiros Juca Kfouri e José Trajano.
Está no forno da empresa um programa de Música Popular Brasileira comandado – olhem só que máximo – por Chico Buarque, Caetano e Gil; um programa de economia conduzido pelo jornalista Luiz Nassif ; um talk-show apresentado por Reinaldo Azevedo.
Lula será o protagonista principal da TV Brasil. Terá um programa em rede nacional, no qual dará notícia das benesses que estão em curso e das que estão sendo preparadas nos gabinetes do governo. Ali ele também dirá quem, entre eles (do nós contra eles), está atravancando o progresso, quem faz oposição ao Brasil, quem não deixa que os juros baixem, quem não quer que se distribua a renda no Brasil. Eles não perdem por esperar.
E do STF não vai prever nada? Não. Com o STF não se brinca. Tenho medo de me tornar réu do inquérito das fake news. Aquele inquérito não tem fim. Só se sai de lá depois de cumprir pena.
(titoguarniere@terra.com.br)