Sábado, 10 de janeiro de 2026

Inflação no Brasil fica em 4,26% em 2025 e fecha o ano dentro da meta

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve variação de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual acima da taxa registrada em novembro. Apesar da alta, esse foi o menor resultado para o mês desde 2018 (0,15%). Em dezembro de 2024, a variação havia sido de 0,52%.

Com o resultado, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, fechou o ano passado com alta acumulada de 4,26%, ficando 0,57 ponto percentual abaixo do índice de 2024 (4,83%) e dentro do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Esse também foi o menor acumulado para o ano desde 2018 (3,75%).

O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 ponto percentual) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 ponto percentual.

Na sequência, as maiores variações vieram de educação (6,22% e 0,37 ponto percentual), despesas pessoais (5,87% e 0,60 ponto percentual) e saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 ponto percentual). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

Alimentação e bebidas, grupo de maior peso no índice, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. Nos demais meses, a alta acumulada foi de 4,23%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)”, destacou o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

Entre os 377 subitens que têm seus preços considerados no cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 ponto percentual) individual sobre a inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.

Entre as quedas, destacam-se principalmente os produtos alimentícios: o arroz registrou impacto de -0,20 ponto percentual no acumulado de 2025, com queda de 26,56%, e o leite longa-vida contribuiu com -0,10 ponto percentual, saindo de uma alta de 18,83% em 2024 para uma queda de 12,87% em 2025.

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