Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026

Insolação x exaustão térmica: quais os riscos das altas temperaturas e quando ficar alerta

As ondas de calor cada vez mais frequentes no Brasil elevam os riscos à saúde, especialmente durante períodos de exposição prolongada ao sol ou a ambientes muito quentes. Entre os quadros mais comuns associados às altas temperaturas estão a exaustão térmica e a insolação. Embora relacionados, eles não são a mesma coisa e exigem níveis diferentes de atenção e cuidados.

A exaustão térmica costuma ser o primeiro sinal de que o corpo está sofrendo com o calor excessivo. Ela ocorre quando o organismo perde grande quantidade de líquidos e sais minerais, geralmente por meio do suor, sem reposição adequada. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço intenso, tontura, dor de cabeça, náusea, fraqueza, sudorese excessiva e sensação de desmaio. A pele pode ficar fria e úmida, e a pressão arterial tende a cair.

Já a insolação é um quadro mais grave e considerado uma emergência médica. Nesse caso, o sistema de regulação térmica falha, e a temperatura corporal pode ultrapassar 40 °C. Diferentemente da exaustão térmica, a pele costuma ficar quente, seca e avermelhada, pois o corpo perde a capacidade de suar. Confusão mental, alteração do nível de consciência, convulsões e até coma podem ocorrer. Sem atendimento rápido, há risco de danos aos órgãos e de morte.

Crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e quem pratica atividade física intensa ao ar livre estão entre os grupos mais vulneráveis. Trabalhadores expostos ao sol, como os da construção civil e da agricultura, também merecem atenção especial.

Saber identificar os sinais de alerta é fundamental. Na exaustão térmica, a recomendação é interromper a atividade, procurar um local fresco, deitar-se, elevar as pernas e ingerir líquidos, preferencialmente água ou bebidas isotônicas. Compressas frias também ajudam. Se os sintomas não melhorarem, é importante buscar atendimento médico.

No caso de suspeita de insolação, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência. Enquanto a ajuda não chega, a pessoa deve ser levada para um ambiente fresco, ter roupas removidas e o corpo resfriado com panos úmidos, ventilação ou bolsas de gelo nas axilas e na virilha — sem oferecer líquidos se houver alteração da consciência.

A prevenção continua sendo a melhor estratégia. Evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, manter hidratação constante, usar roupas leves, chapéus e protetor solar, além de respeitar os limites do corpo, são medidas essenciais. Em períodos de calor extremo, redobrar os cuidados pode evitar complicações graves e salvar vidas.

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