Sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026

INSS foi a primeira instituição a adotar medida contra o Banco Master, diz o presidente do instituto

O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que a autarquia foi a primeira instituição a tomar medidas contra o Banco Master. A declaração ocorreu em depoimento à CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS, nesta quinta-feira (5). Questionado pelo relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), se o INSS demorou a tomar medidas quanto aos empréstimos consignados descontados pelo banco Master, o presidente do INSS afirmou que a autarquia foi a primeira instituição a tomar uma medida contra o banco antes mesmo de ser avisado sobre qualquer situação.

“O INSS tinha um acordo vigente desde 2020. Esse acordo findou em agosto. Em setembro interrompemos o acordo de cooperação. Em outubro não assinamos o termo de compromisso, notificando a instituição. Ou seja, o INSS, antes de ser avisado sobre qualquer situação do Master, foi o primeiro a ligar o alerta”, afirmou Waller.

Também no depoimento, o presidente do INSS citou que a cooperação técnica não foi renovada em razão da quantidade de reclamação dos segurados. “E a gente verificou que tinha algo errado com o Master. A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação”, disse.

Gilberto Waller afirmou que o número de reclamações recebidas de aposentados indicou que “algo estava errado” e “cheirando mal” em relação à atuação do Banco Master na concessão de empréstimos consignados.

O Banco Master é alvo de investigação da PF (Polícia Federal) por suposta fraude bilionária. Diante de indícios de atuação irregular, o Banco Central decretou a liquidação do Master em novembro do ano passado.

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que conversou com seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, após o nome dele ter sido citado na CPMI do INSS — que investiga fraudes e descontos indevidos de aposentados e pensionistas.

Lula contou que chamou Lulinha no Palácio do Planalto para uma conversa e que alertou o filho de que se ele tivesse algum envolvimento com os descontos indevidos, ele deveria “pagar o preço”.

“Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, contou.

Em seguida, o presidente fez um paralelo com a sua prisão e afirmou ter “decidido ficar no Brasil para se defender”. As declarações foram dadas durante uma entrevista para o portal UOL. Em dezembro, A CPI mista do INSS rejeitou por 19 votos a 12 a convocação de Lulinha na comissão.

Ele entrou na mira de parlamentares da oposição após a publicação de reportagens que afirmaram que o filho de Lula teria recebido dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a afirmar que Lulinha teria sido contratado para atuar como uma espécie de lobista em favor de Antunes. Fábio Luís Lula da Silva não é investigado no esquema de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões.

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