Segunda-feira, 22 de julho de 2024

“Internet não é terra de ninguém. Essa loucura toda acabou aqui”, diz Yasmin Brunet após rebater acusação de tráfico humano nos Estados Unidos

A influenciadora Yasmin Brunet afirmou que tomou todas as medidas jurídicas cabíveis em relação às acusações de sequestro e tráfico humano sofridas por ela por parte de uma jovem brasileira moradora dos Estados Unidos.

“Vou fazer questão de mostrar pra elas [acusadoras] que a internet não é terra de ninguém, que existem leis que precisam ser seguidas. Essa loucura toda acabou aqui. Não vai mais continuar, não vou mais aceitar isso, não vou mais me calar”, declarou a atriz em uma série de vídeos publicados em suas redes sociais.

O conteúdo foi compartilhado um dia após Yasmin registrar queixa por calúnia, difamação e ameaça na Delegacia de Crimes Cibernéticos, em São Paulo. A modelo havia sido citada na internet por suposta participação em sequestro e tráfico humano, sem qualquer prova, em um vídeo viralizado.

No vídeo, uma jovem desaparecida disse que tinha fugido de um cativeiro nos Estados Unidos supostamente mantido por uma influenciadora e também cita o nome de Yasmin.

A defesa de Yasmin Brunet, que está sendo feita pelo advogado Robson Cunha, afirma que a cliente decidiu registrar a ocorrência por conta própria, mas que não tinha feito antes por não ter acreditado que o caso iria repercutir.

“A irresponsabilidade de alguns que entendem que internet é terra sem lei, que não tem zelo pela imagem. O delegado entendeu os crimes de injúria, difamação e ameaça”, disse Cunha.

Segundo o advogado, Yasmin não tem envolvimento com o caso apontado no vídeo.

“Totalmente fantasioso. Ela fala que estava em cativeiro, pega um celular. Ela desmente, mas a situação foi colocada na internet. Essa menina teria sumido e os pais fizeram boletim de ocorrência. Ela aparece na live dizendo que teria saído de casa, que ela teria fugido de casa em razão de abusos sofridos pelo pai”, explica.

A jovem acusa o pai de ter abusado sexualmente dela quando tinha 15 anos. Ele negou o crime em depoimento à polícia na segunda-feira (17).

Entenda o caso

O desaparecimento da jovem brasileira Letícia Maia Alvarenga, de 21 anos, está sendo investigado pela Polícia Civil e por autoridades policiais norte-americanas. De acordo com a família, ela estaria sendo mantida em cárcere privado pela influenciadora brasileira Kat Torres, nos Estados Unidos. Kat não foi localizada pela reportagem.

A última vez que Letícia foi vista pela família foi em abril deste ano, quando teria procurado os pais em busca de documentos. Eles contaram à polícia que ela estava nos Estados Unidos em um programa de intercâmbio em que trabalhava como babá, mas tinham notícias de que estaria participando de um grupo coach com a influenciadora, em que seria sua assistente.

Desde o início com o grupo, não mantinha mais contato com os pais. Após sua última vinda ao Brasil, os pais acionaram a Polícia Civil alertando sobre o desaparecimento. A Polícia Federal e o Ministério das Relações Internacionais também estão no caso.

Desde o sumiço, a primeira vez que os pais tiveram notícias da jovem foi no dia 18, quando publicou um vídeo nas redes sociais onde aparece abatida e com falas desconexas, e diz ter conseguido fugir de um cativeiro, mas pede ajuda para salvar uma amiga. No registro ela cita a modelo Yasmin Brunet.

Os relatos estão sendo apurados no Procedimento Investigativo de Pessoas Desaparecidas e os pais de Letícia estão sendo ouvidos.

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