Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Investigado por suposta corrupção na Saúde, secretário nacional de Mobilidade pede demissão

O secretário Nacional de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional, Tiago Pontes Queiroz, pediu desligamento do cargo na última semana. Segundo a pasta, Queiroz vai se concentrar em “fazer sua defesa” em investigações da Polícia Federal sobre suposta fraude no Ministério da Saúde — onde o gestor também ocupou cargo de direção.

O pedido de demissão foi divulgado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Na nota (veja íntegra abaixo), o Ministério do Desenvolvimento Regional não informa quem será o substituto no cargo.

A Polícia Federal deflagrou em 21 de setembro a operação Pés de Barro, para investigar suposta fraude na compra de medicamentos de alto custo. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão no DF e em quatro Estados.

Queiroz consta entre os investigados porque, entre 2016 e 2018, foi diretor de Logística do Ministério da Saúde na gestão do então ministro Ricardo Barros (PP-PR).

“O MDR ressalta ainda que os fatos sob investigação são todos anteriores ao período em que o senhor Tiago Queiroz desempenhou a função de secretário nesta Pasta”, diz a nota do ministério.

A suspeita, segundo os agentes, é de que um esquema favorecia empresas, o que gerou desabastecimento no estoque da pasta. As fraudes teriam provocado a morte de pelo menos 14 pacientes e prejuízo de R$ 20 milhões.

Além de Queiroz, foram alvos:

O ex-diretor do departamento de logística em saúde da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde e investigado na operação Lava Jato, Davidson Tolentino; e Francisco Maximiano, sócio-presidente da Precisa Medicamentos – empresa investigada por problemas na negociação da Covaxin e, também, ligada a outra firma investigada por supostas irregularidades no Ministério da Saúde na gestão Ricardo Barros.

A PF informou que o abastecimento dos seguintes remédios foram afetados pelo esquema:

— Aldurazyme
— Fabrazyme
— Myozyme
— Elaprase
— Soliris/Eculizumabe

Os policiais disseram que encontraram indícios de inobservância da legislação administrativa, licitatória e sanitária, além do descumprimento de decisões judiciais dadas a pacientes. Os envolvidos podem responder pelos crimes de fraude à licitação, estelionato, falsidade ideológica, corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e corrupção ativa.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional:

“O Ministério do Desenvolvimento Regional informa que o senhor Tiago Pontes Queiroz apresentou, nesta sexta-feira (08/10), seu pedido de desligamento da função de Secretário Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional para fazer sua defesa nas investigações citadas pela reportagem. O MDR ressalta ainda que os fatos sob investigação são todos anteriores ao período em que o senhor Tiago Queiroz desempenhou a função de secretário nesta Pasta.”

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