Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 4 de janeiro de 2026
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (4) que Israel apoia uma forte ação dos Estados Unidos na Venezuela.
A declaração aconteceu um dia após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter sido capturado pelo governo dos Estados Unidos no último sábado e ser levado a um centro de detenção norte-americano.
“Em relação à Venezuela, desejo expressar o apoio de todo o governo à decisão resoluta e à ação enérgica dos Estados Unidos para restaurar a liberdade e a justiça naquela região do mundo”, disse Netanyahu na abertura de uma reunião de gabinete.
No sábado (3), Netanyahu já havia parabenizado o presidente Donald Trump pela ação no país sul-americano. “Parabéns presidente Donald Trump pela sua liderança corajosa e histórica em prol da liberdade e da justiça. Saúdo a sua determinação e a brilhante atuação dos suas bravos soldados”, escreveu no X.
Reações de Coreia do Norte e China
O dia seguinte à prisão de Maduro pelos EUA também foi de reações de países aliados à Venezuela. A Coreia do Norte, por exemplo, afirmou que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela são a “forma mais grave de violação de soberania”.
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano ainda disse que está atento à gravidade da atual situação no país sul-americano, causado pelo “ato de arbitragem dos EUA”.
“O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA”, declararam. Para o governo norte-coreano, a situação atual na Venezuela causou uma “consequência catastrófica para a garantia da identidade da estrutura das relações regionais e internacionais”.
Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação.
O ministério afirmou em um comunicado em seu site que os Estados Unidos também deveriam garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, alegando que a deportação deles violou o direito e as normas internacionais.
A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.