Quarta-feira, 29 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de dezembro de 2021
Um importante hospital israelense, o Centro Médico Sheba, iniciou o que diz ser o primeiro ensaio clínico formal sobre segurança e eficácia de uma quarta dose da vacina contra o coronavírus. O hospital começou a aplicar a quarta dose em 150 médicos nesta segunda-feira (27) — em um teste que ajudará o país a entender as implicações de iniciar o novo reforço para idosos e imunossuprimidos.
A pesquisa, realizada em conjunto com o Ministério da Saúde de Israel, se dirige a profissionais da área médica que foram vacinados pela última vez em agosto e têm baixa contagem de anticorpos.
“Este estudo é muito importante porque teremos dados iniciais em alguns dias sobre a eficiência”, disse a diretora da unidade de epidemiologia e doenças infecciosas do hospital, Gili Regev-Yochay.
O premiê israelense, Naftali Bennett, apoiou a ideia de uma quarta dose, já que os casos de ômicron aumentaram e os casos diários de coronavírus aumentaram para 1.760 no domingo. Ao mesmo tempo, as autoridades sanitárias de Israel reduziram de cinco para três meses o intervalo de aplicação entre a segunda e a terceira dose da vacina.
O painel de especialistas em saúde de Israel aprovou na semana passada a ideia de aplicar uma quarta dose da vacina. Ran Balicer, chefe do comitê consultivo de especialistas nacionais de Israel sobre a resposta à Covid-19, disse que Israel pode autorizar a quarta dose formalmente antes mesmo da publicação dos resultados dos testes, lembrando que o país foi o primeiro a aplicar doses de reforço.
A quarta dose deve se estender principalmente a pessoas com imunodeficiência primária grave, HIV ou aids, em quimioterapia contra câncer, a transplantados e em hemodiálise, entre outras doenças e condições clínicas.
Isolamento
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, atualizou nesta segunda-feira (27) suas diretrizes de isolamento para casos confirmados de Covid-19. O tempo recomendado passa de 10 para 5 dias, seguido de uso constante de máscara por mais 5 dias quando o paciente estiver em contato com outras pessoas.
Segundo o CDC, a mudança é motivada pelas evidências científicas já conhecidas, que demonstram que a maior parte da transmissão do vírus Sars-CoV-2 ocorre no início do curso da doença, “geralmente 1 ou 2 dias antes do início dos sintomas e 2 ou 3 dias depois”.
Além do isolamento de infectados, o CDC também atualizou o período de quarentena para quem foi exposto ao vírus da covid-19.
O órgão reforça que a medida ideal para todos os indivíduos que sofreram alguma exposição é a testagem no quinto dia após o contato com infectados.
De qualquer forma, são dadas orientações específicas para quem está vacinado com dose de reforço e quem não está vacinado ou com segunda dose atrasada. Quem tomou a terceira dose, diz o CDC, não é necessário permanecer em quarentena, mas é pedido o uso de máscara em todas as situações por 10 dias.
Para os não vacinados ou com dose em atraso, o CDC recomenda quarentena por 5 dias seguida pelo “rigoroso uso de máscara” por mais 5 dias. Caso a quarentena precise ser quebrada, o CDC diz que é “imperativo” que uma pessoa exposta use uma máscara “bem ajustada” em todos os momentos, por 10 dias após a exposição.