Sábado, 27 de novembro de 2021

Itália antecipa dose de reforço para adultos de 40 a 59 anos

O governo italiano anunciou nesta quinta-feira (18) a antecipação da aplicação da dose de reforço da vacina anti-covid para adultos da faixa etária entre 40 e 59 anos de idade.

A medida foi divulgada pelo ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, e estabelece o próximo dia 22 de novembro para o início da campanha de imunização para esse grupo.

Conforme as autoridades sanitárias da Itália, a decisão foi motivada pelo aumento das infecções e da curva epidêmica em todo o território italiano.

“A curva de contágio sobe em nosso país e, mais ainda, nos países europeus próximos à Itália. A vacina é a principal ferramenta para reduzir a propagação do vírus e de formas graves de doenças. É justo, portanto, antecipar para 22 de novembro a campanha de reforço vacinal da faixa etária de 40 a 59 anos”, disse Speranza.

Segundo o ministro italiano, a Itália precisa aumentar o número de vacinações em termos de primeira e terceira doses, principalmente porque ainda a pandemia de covid-19 é um desafio e os números registrados nos países da União Europeia (UE) indicam que é preciso manter o nível de atenção muito alto.

“Em nosso país os números estão aumentando. Devemos manter a atenção e insistir na vacinação. Esta manhã tivemos 86,86% das pessoas vacinadas que tomaram a primeira dose, mas temos que aumentar ainda mais esses números”, enfatizou.

Speranza explicou também que as aplicações das terceiras doses anti-covid estão crescendo, tendo em vista que ontem foram administrados “150 mil reforços, um número importante”.

De acordo com o comissário para a Emergência de covid-19, Francesco Figliuolo, as regiões italianas poderão antecipar a administração da terceira dose para essa faixa etária desde que tenha decorrido pelo menos seis meses da conclusão do primeiro ciclo vacinal.

A antecipação da dose de reforço para os adultos é anunciada no momento em que o governo italiano trabalha em um novo decreto para sancionar a terceira injeção obrigatória para profissionais de saúde a partir de 1º de dezembro.

Alemanha

A Alemanha está começando a se ver sobrepujada pela força da quarta onda do coronavírus. O ritmo dos contágios parece não diminuir: a cada dia, o recorde anterior é quebrado enquanto os hospitais sofrem com uma sobrecarga que não haviam vivenciado nem mesmo no pior momento do inverno passado.

Um hospital da Baviera teve que transferir dois pacientes gravemente enfermos com covid-19 para outros locais no norte da Itália por causa da falta de leitos na unidade de terapia intensiva.

É a primeira vez que isso acontece em um país que em ondas anteriores conseguiu ajudar seus vizinhos internando pacientes estrangeiros. Agora ocorre o contrário.

O hospital de Freising, 40 quilômetros ao norte de Munique, não encontrou vaga nos hospitais alemães próximos e teve que enviar um paciente de helicóptero para Bolzano e outro de ambulância para Merano, no norte da Itália.

O número de infecções, que esta quinta-feira estabeleceu outra máxima, com 65.371 diagnósticos, é extremamente preocupante porque a curva é ascendente, quase vertical, e não parece que vai atingir o pico nos próximos dias.

A incidência, agora em 337 casos por 100 mil habitantes (em sete dias, o que seria equivalente a aproximadamente 674 em duas semanas, como costuma ser medido na Espanha), começou a crescer em meados de outubro apesar das advertências de epidemiologistas e especialistas em saúde pública, que pediram que não fossem relaxadas as restrições por causa da chegada do frio.

Agora, diante da alarmante situação hospitalar, as autoridades estão voltando a aplicar medidas para tentar conter as infecções. O Bundestag, Parlamento alemão, aprovou nesta quinta a reforma da Lei de Proteção contra as Doenças Infecciosas e à tarde o governo se reúne com os governadores dos 16 Estados federados para definir ações comuns.

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