Terça-feira, 05 de maio de 2026

Júri condena à prisão homem que baleou na cabeça um voluntário durante as enchentes de Porto Alegre

Júri popular realizado em Porto Alegre resultou em setença de quase 27 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, a um um homem que tentou matar volutário que auxiliava vítimas das enchentes de 2024. Também foram levados em conta no cálculo da pena os crimes de sequestro e cárcere privado de uma família ao fugir da cena do atentado, além de constrangimento ilegal e porte ilegal de arma-de-fogo com numeração raspada.

O réu já estava preso preventivamente e teve sua custódia mantida após a condenação. Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), no dia 4 de maio daquele ano, um sábado, a vítima distribuía marmitas e outros donativos a moradores atingidos pela calamidad no bairro Rubem Berta (Zona Norte), quando foi atingido por um tiro na cabeça, à queima-roupa, mas acabou sobrevivendo.

Um dos aspectos do incidente que mais causaram maior perplexidade junto a familiares do voluntário e testemunhas foi o fato de que os dois homens não se conheciam. De acordo com o promotor Vinícius de Melo Lima, que atuou em plenário no tribunal, atirador e vítima sequer haviam travado qualquer tipo de contato anteriormente. Também não houve discussão.

Em seguida, o autor do disparo fugiu do local e invadiu uma casa, para se esconder. Ele fez então reféns quatro moradores da residência, incluindo uma idosa de 80 anos. Mas acabou rendido pela Polícia, preso e processado por homicídio duplamente qualificado pelos agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa, além das outras acusações já mencionadas.

Novo Hamburgo

Será realizado nesta terça-feira (5), em Novo Hamburgo (Vale do Sinos), o julgamento de uma acusada de encomendar a morte do marido, escrivão de Justiça, na madrugada de 22 de outubro de 2006. Ela responde por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima).

Na denúncia formulada pelo Ministério Público consta que o crime foi cometido no bairro Pátria Nova, de forma premeditada. A então companheira teria facilitado a entrada de dois executores na residência do casal quando a vítima dormia no quarto. O suposto motivo do crime era a possibilidade de perdas financeiras pela mulher com uma iminente separação conjugal.

O andamento do processo foi marcado por recursos, inclusive em instâncias superiores, o que resultou na sua prolongada tramitação. Em outubro de 2023, após dois dias de júri, a ré recebeu sentença de 15 anos e nove meses de reclusão, mas em novembro de 2024 a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grandedo Sul (TJRS) apontou irregularidades no julgamento, que foi anulado.

Dentre os problemas estavam o uso de fotografias pessoais da acusada que não guardam relação direta com o crime e poderiam influenciar indevidamente os jurados. Com isso, determinou-se a sua soltura, até e a retomada do processo à fase anterior. Os detalhes estão no portal mprs.mp.br

(Marcello Campos)

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