Terça-feira, 09 de agosto de 2022

Justiça aceita denúncia contra dez pessoas acusadas de vender carne de cavalo na Serra Gaúcha

A juíza Maria Cristina Rech, da 4ª Vara Criminal de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, recebeu a denúncia contra dez pessoas envolvidas na venda de carne de cavalo para bares e restaurantes no município.

A denúncia, oferecida pelo Ministério Público na quarta-feira (24), acusa o grupo de organização criminosa, de entregar para consumo substância alimentícia ou produto falsificado, corrompido ou adulterado, de induzir o consumidor a erro e de ter em depósito, para vender ou entregar, mercadoria em condições impróprias ao consumo. Agora, os denunciados serão citados, e as defesas apresentarão resposta à acusação. Todos estão presos.

Caso

A investigação iniciou após a Justiça autorizar interceptações telefônicas, a pedido do Ministério Público, que apontaram que os suspeitos abasteciam estabelecimentos comerciais com grandes quantidades de carne de cavalo, em forma de hambúrgueres e bifes, alegando ser de gado.

A carne era proveniente do abate clandestino de equinos, suspeita que foi confirmada através da realização de perícias. A quadrilha não tinha autorização para o abate e comercialização de carne de cavalo, realizando as atividades sem qualquer tipo de fiscalização.

“Há indícios ainda que alguns dos animais abatidos pelo grupo seriam subtraídos de comunidades por carroceiros, sendo que os próprios carroceiros estariam roubando os cavalos uns dos outros para fornecer ao abate para o grupo criminoso”, afirmou a juíza Maria Cristina.

Em 18 de novembro, quando houve o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão em Caxias do Sul, foram localizados aproximadamente 200 quilos de carne de cavalo no interior de um galpão, que era destinado ao abate dos animais.

De acordo com a magistrada, foi constatado que a carne estava imprópria ao consumo, pois a contagem de microorganismos era 40 vezes maior do que o limite aceito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O Ministério Público investiga quais estabelecimentos adquiriram a carne vendida pela quadrilha. Uma perícia confirmou a presença de DNA equino em hambúrgueres comercializados em lancherias em Caxias do Sul.

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