Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve apresentar, em breve, novas acusações criminais contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A medida ocorre após a operação de captura realizada pela Força Delta na madrugada deste sábado (3), que resultou na retirada do casal do território venezuelano.
A nova denúncia deve ser protocolada em Nova York, onde o líder venezuelano já possui indiciamentos anteriores que datam de 2020. De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, as novas acusações devem ser anexadas como uma denúncia complementar ao processo que já tramita no Distrito Sul de Nova York.
Desde 2020, Maduro enfrenta processos nos EUA por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e outras acusações correlatas. Investigações anteriores do governo americano alegam a existência de uma conspiração de décadas, na qual Maduro e assessores de alto escalão teriam oferecido proteção política e militar a grupos narcoterroristas.
Na época dos primeiros indiciamentos, promotores afirmaram que o líder venezuelano utilizava o tráfico de drogas como uma ferramenta estratégica contra os interesses dos Estados Unidos.
A captura de Maduro e Flores foi confirmada pelo presidente Donald Trump, que afirmou que o casal está a bordo do navio USS Iwo Jima rumo a Nova York. A missão militar, descrita como de “velocidade impressionante”, contou com o apoio da CIA e da polícia americana para rastrear e deter os alvos em Caracas.
A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que Maduro enfrentará a justiça americana por crimes contra o país. Com a chegada em solo americano, Maduro deve ser submetido ao sistema judicial para responder pelos mandados de prisão pendentes.
O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua detenção, valor atualizado em agosto de 2025. Enquanto a Justiça dos EUA prepara o julgamento, a situação política na Venezuela permanece incerta, com o governo local tendo decretado emergência nacional e a oposição monitorando uma possível transição de poder.