Domingo, 11 de janeiro de 2026

Lentamente, o novo governo chavista vem esvaziando as prisões da Venezuela de presos políticos

A principal coalizão venezuelana informou que 22 presos políticos já foram libertados em meio ao lento processo de soltura de prisioneiros anunciado pelo governo sob pressão dos Estados Unidos após a captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado. A Plataforma Unificada publicou a contagem em sua conta X, sem especificar nomes. Outras ONGs relatam 12 pessoas entre um total de 800 a 1.200 detidos.

Segundo meios venezuelanos, mais três presos foram libertados neste sábado: Luis Rojas, Diogenes Angulo e Luis Fernando Sánchez. Não ficou claro, no entanto, se esses três estariam entre os contabilizados inicialmente pelas ONGs.

Há dois dias, dezenas de famílias dormem em frente a centros de detenção como El Rodeo I, nos arredores da capital, aguardando notícias. Os guardas alegam não saber de nada.

“Exigimos que os processos de libertação sejam acelerados para que o sofrimento dos presos políticos e de suas famílias finalmente cesse”, declarou a Plataforma Unificada em comunicado.

A Venezuela anunciou na quinta-feira a libertação de um “número significativo” de detidos, incluindo estrangeiros. Mas, 48 ​​horas depois, pouco progresso foi feito. O governo ainda não respondeu às insistentes mensagens da imprensa internacional sobre o assunto.

Entre os primeiros libertados estavam o ex-candidato presidencial Enrique Márquez, que foi solto juntamente com o ativista Biagio Pilieri. Rocío San Miguel, que tem dupla cidadania, foi libertada junto com outros quatro espanhóis e viajaram para Madri.

A ONG Foro Penal informou a libertação, no estado de Bolívar (sul), do Dr. Virgilio Valverde, coordenador da juventude do partido da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado. “Ele nunca deveria ter estado atrás das grades!”, escreveu a organização política nas redes sociais.

E de Didelis Corredor, também preso desde julho de 2023.

A ONG Justiça, Encontro e Perdão exigiu que as autoridades publiquem a lista completa das pessoas libertadas, incluindo nomes, local de detenção e condições de libertação, e “que quaisquer anúncios futuros sejam feitos de forma verificável e sem gerar falsas expectativas”.

Ex-candidato à presidência está entre os primeiros opositores soltos

Enrique Márquez, ex-candidato à presidência da Venezuela, e Biagio Pilieri, um dos líderes da oposição do governo de Nicolás Maduro, deixaram a prisão na noite desta quinta-feira, 8, como parte de uma série de libertações anunciadas pelo governo interino sob pressão dos Estados Unidos. Agora, número total de libertos chega a sete. A informação é da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Um vídeo mostra o reencontro de Márquez e de Pilieri com suas respectivas esposas em um bairro de Caracas para onde foram levados pela polícia. Mais cedo, a ativista Rocío San Miguel e outros quatro espanhóis foram soltos; todos eles retornaram à Espanha.

Márquez foi candidato nas eleições de 2024, nas quais Maduro foi reeleito em meio a alegações de fraude.

Sua candidatura foi vista como uma alternativa à possível desqualificação do candidato de María Corina Machado, Edmundo González Urrutia, que ainda reivindica a vitória.

“Esperamos que mais libertações se concretizem nos próximos minutos, até que todos os presos políticos estejam livres”, escreveu a coligação da oposição, que até agora confirmou sete libertações. Com informações dos portais O Globo e Estadão.

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