Sexta-feira, 01 de maio de 2026

Líder do PT na Câmara diz que Eduardo Bolsonaro faz “depredação simbólica” do Supremo

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta segunda-feira (2) que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está fazendo uma “depredação simbólica” do Supremo Tribunal Federal (STF) nos Estados Unidos.

Lindbergh conversou com a imprensa após prestar depoimento à Polícia Federal (PF) nesta tarde. A oitiva foi no âmbito do inquérito que investiga o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente atuar, fora do país, contra autoridades brasileiras.

Segundo o líder do PT, a conduta de Eduardo nos EUA se trata de um atentado continuado ao Estado Democrático de Direito.

“Na nossa avaliação, a conduta de Eduardo Bolsonaro ainda é a mesma [da trama golpista]. Qual é a diferença do que Eduardo Bolsonaro faz, de um daqueles golpistas que depredou o Supremo? É uma depredação simbólica do Supremo. Uma articulação internacional para sancionar ministros do Supremo, Procurador-Geral, delegados da Polícia Federal. É isso que está sendo feito aqui”, disse.

O deputado federal é autor da queixa-crime enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) que deu origem ao inquérito, aberto pela PF.

Segundo Lindbergh, o objetivo do depoimento foi tentar mostrar uma relação de causa e efeito entre a trama golpista, em investigação no STF, e a conduta de Eduardo, que pediu licença do mandato parlamentar para morar nos Estados Unidos, em fevereiro.

“A gente sabe que o que Eduardo Bolsonaro está fazendo lá é atrapalhar a investigação. É um crime continuado, eles continuam atacando as instituições”, prosseguiu. “É uma forma de manutenção dessa organização criminosa fora do país”.

Segundo Lindbergh, “estamos caminhando para uma crise diplomática seríssima”. Portanto, a equipe jurídica entrou com uma ação pedindo o bloqueio imediato dos bens de Jair Bolsonaro, como medida cautelar.

“A peça que entregamos, o item D também prevê a quebra do sigilo bancário e fiscal de Jair Bolsonaro e demais investigados para rastrear valores enviados ao exterior, com indício de desvio de finalidade na arrecadação por PIX”, detalha.

De acordo com a PGR, desde o ano passado o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem “reiteradamente e publicamente afirmando que está se dedicando a conseguir do governo dos Estados Unidos a imposição de sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal”.

Com isso, a procuradoria pediu ao STF que determinasse a abertura de um inquérito na PF. Na denúncia enviada ao Supremo, a procuradoria citou postagens em redes sociais e entrevistas a veículos de imprensa dadas por Eduardo Bolsonaro.

De acordo com a procuradoria, o deputado licenciado pode estar tentando intimidar a Justiça brasileira no caso contra o pai dele, conduta que pode confirmar crimes como coação no curso do processo e possível obstrução à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. As informações são do portal de notícias g1.

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