Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de janeiro de 2026
Diversos líderes europeus e latino-americanos pediram para falar por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para saber qual é a posição do Brasil acerca da atual situação na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro. Auxiliares do petista afirmaram que entre os pedidos estão os do presidente francês, Emmanuel Macron, e do português Marcelo Rebelo de Sousa, que devem ligar para Lula nesta semana.
A bateria de telefonemas, que promete uma agenda agitada nesta semana para Lula, dá sequência a diversos contatos do presidente com outros líderes estrangeiros nos últimos dias. No próprio sábado em que Maduro foi capturado, dia 3 de janeiro, Lula falou com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Durante a semana passada, ele também teve telefonemas com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, com Gustavo Petro, da Colômbia, e com os premiês Pedro Sánchez e Mark Carney, de Espanha e de Portugal, respectivamente.
O chanceler Mauro Vieira também recebeu uma série de ligações de ministros das relações exteriores de outros países. Além do ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yván Gil, ele conversou com seus homólogos do México, da Colômbia, da França, da África do Sul, da Espanha, do Irã, do Uruguai, do Canadá, da Noruega, da Holanda e da União Europeia.
A maioria dos pedidos de ligação para Lula e para o chanceler brasileiro Mauro Vieira são de países europeus e latino-americanos. Segundo fontes do Planalto e do Itamaraty, esses governos buscam saber a visão do Brasil para, a partir das informações obtidas no contato, definirem suas próprias posições acerca da atual situação venezuelana após os ataques dos EUA.
Essas mesmas fontes afirmam que o Brasil é visto como uma referência e como um país que liderou esforços para evitar a escalada bélica. Segundo as fontes, a procura pelo Brasil também se deve à percepção de que o presidente Lula mantém interlocução tanto com o governo de Delcy Rodríguez como com Donald Trump.
O norte-americano publicou no domingo (11) uma montagem que lembra o layout da Wikipedia na qual ele aparece como “presidente interino” da Venezuela. A publicação nas redes sociais ocorre no mesmo dia em que Trump afirmou que seu governo mantém uma relação positiva com a liderança provisória venezuelana e disse estar disposto a se encontrar com a presidente interina do país.
“A Venezuela está realmente indo bem. Estamos trabalhando muito bem com a liderança”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante viagem da Flórida a Washington.
Questionado sobre a possibilidade de um encontro com Delcy, que integrou o governo do presidente deposto Nicolás Maduro como vice-presidente, Trump respondeu de forma vaga: “Em algum momento estarei”.
O presidente americano publicou na rede Truth Social uma montagem que simula uma biografia no formato da Wikipedia, na qual aparece listado como presidente interino da Venezuela, com mandato iniciado em janeiro deste ano e sem data de término. A informação surge acima de sua identificação oficial como presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. (Com informações do portal de notícias CNN Brasil)