Sábado, 28 de fevereiro de 2026

Líderes mundiais reagem a ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã e alertam para risco de escalada

Líderes e autoridades de diversos países reagiram neste sábado (28) aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e à resposta militar de Teerã, que lançou mísseis e drones contra território israelense. A sequência de ações elevou a tensão no Oriente Médio e provocou alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.

Segundo informações da AFP, explosões foram registradas em Teerã após bombardeios contra diferentes áreas da capital iraniana. Fumaça foi vista sobre o bairro de Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel, enquanto sirenes de alerta soaram em cidades da região e autoridades orientaram civis a buscar abrigo.

Reações internacionais

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos”. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores de Israel e ressaltou que “a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário são prioridades”.

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou estar “profundamente alarmado” com os ataques e pediu que todas as partes exerçam “máxima contenção”, protegendo civis e infraestrutura civil.

Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, declarou que a ofensiva de Washington e Tel Aviv coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe”. Ele defendeu que Estados Unidos e Irã busquem uma saída diplomática para evitar uma escalada maior do conflito.

A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também manifestou preocupação. Segundo ela, a região vive uma “grave escalada das tensões”, capaz de comprometer a estabilidade no Oriente Médio.

Já o governo da Austrália adotou tom diferente. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o país apoia as ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e declarou solidariedade ao povo iraniano “em sua luta contra a opressão”.

A Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da situação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Teerã teve oportunidades de evitar o cenário atual e citou a repressão a protestos e violações de direitos humanos no país.

Alertas e tensão regional

Em meio ao aumento da instabilidade, as embaixadas da Índia em Israel e no Irã orientaram cidadãos indianos a evitarem deslocamentos desnecessários e acompanharem a evolução da crise.

Israel informou que a ofensiva militar contra o Irã recebeu o nome de “Leão Rugindo”, em referência a uma operação anterior chamada “Leão Ascendente”, realizada durante um conflito recente entre os países.

A Arábia Saudita condenou ataques iranianos contra países vizinhos e classificou as ações como uma “flagrante violação de soberania” de Estados do Golfo e da Jordânia. A declaração foi divulgada após uma série de explosões serem ouvidas em diferentes pontos da região.

Troca de acusações

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos atingiram infraestrutura defensiva e áreas não militares. Em comunicado, o governo classificou a ação como uma violação do direito internacional e declarou que o país se reserva o direito de responder.

Segundo o texto, as forças armadas iranianas estão “totalmente preparadas para defender o país” e farão com que os “agressores se arrependam de seus atos”.

De acordo com os Guardiões da Revolução, uma “primeira oleada” de mísseis e drones foi lançada contra Israel após os bombardeios. O episódio intensificou temores de que o confronto se amplie para outros países do Oriente Médio. (Com informações de O Globo)

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