Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Limpeza interna do Mercado Público de Porto Alegre é suspensa por causa da chuva

Em meio à chuva intensa que voltou a atingir Porto Alegre desde as primeiras horas dessa quinta-feira (23), a prefeitura suspendeu a limpeza das áreas internas do Mercado Público (Centro Histórico), invadido nas últimas semanas pela enchente do Guaíba. Dentre os serviços realizados até o dia anterior estava a remoção de logo por meio de hidrojateamento, com auxílio de um caminhão-pipa.

Não há previsão de reinício do trabalho, que vinha sendo realizado ao longo da semana, com apoio da empresa de máquinas Stihl, após o recuo da água. No plano também consta a desinfecção dos espaços, tarefa que deve durar em torno de cinco dias. O investimento é de R$ 284 mil.

Já em uma segunda etapa, os permissionários poderão avaliar os prejuízos e realizar o descarte de entulho e outros resíduos, com auxílio de equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), que já atuam na limpeza da fachada e outros itens externos da construção. Por fim, a terceira fase abrangerá a desinfecção do pavimento térrea, seguida pela limpeza e desinfecção do segundo piso.

“Vamos trabalhar com rapidez para devolver o Mercado Público aos mercadeiros e aos porto-alegrenses”, ressalta o titular da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio, André Barbosa. De acordo com medição oficial, o nível da água no local chegou a 1 metro e 70 centímetros acima do registrado na célebre enchente de abril e maio de 1941.

Um século e meio de história

Em outubro, o mais antigo centro de compras da capital gaúcha completará 155 anos. Projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann (o mesmo do Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre.), o prédio em estilo
neoclássico passou por uma série de transformações ao longo das décadas e resistiu a quatro grandes incêndios (1912, 1976, 1979 e 2013) – sem contar as enchentes.

Um dos ”cartões postais” da capital gaúcha, o local recebe diariamente cerca de 100 mil pessoas. Seus corredores e demais espaços abrigam mais de 100 estabelecimentos (e 1,2 mil trabalhadores) que oferecem os mais variados itens.

Na lista estão peixes, carnes nobres, frutas, verduras, ervas, especiarias, grãos, alimentos orgânicos, bebidas, além de artesanato, artigos religiosos e decorativos. Também é lugar de concorridos restaurantes, cafés, lancherias e outros estabelecimentos gastronômicos. Outra atividade são as feiras regulares (pescados, discos de vinil, gibis etc).

No dia 24 de setembro de 2019, após a Assembleia Legislativa aprovar por unanimidade um projeto de lei de autoria do deputado estadual Luiz Marenco (PDT), o local foi declarado Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul. O parlamentar frisou, naquela ocasião, que a iniciativa teve por finalidade “proteger o local contra planos de privatização”.

(Marcello Campos)

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