Segunda-feira, 05 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 3 de janeiro de 2026
Em sua nota repudiando a ação dos Estados Unidos na Venezuela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou postura cautelosa e evitou citar os nomes dos presidentes Donald Trump e Nicolás Maduro.
A nota do petista demonstrou repúdio aos bombardeios e à captura do presidente venezuelano, mas não fez uma defesa explícita de Maduro, nem ataques diretos a Trump.
Apesar disso, o comunicado subiu o tom contra a ação, em linha com a já conhecida posição do governo brasileiro de condenar violações do direito internacional e de afronta à soberania das nações independentes.
Em posicionamentos anteriores, Lula condenou ações militares na região, mas sempre evitou defender Maduro.
Segundo fontes ligadas ao mandatário, a postura cautelosa pretende evitar contaminar a relação que o petista vem construindo nos últimos meses com o norte-americano.
Após muita tensão em função do tarifaço, as negociações avançaram, houve um distensionamento e a relação entre os dois países melhorou.
O ataque à Venezuela foi anunciado por Trump por meio de uma rede social, em mensagem na qual disse que forças americanas realizaram um “ataque de grande escala” contra o país sul-americano e que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida. Ele não informou, no entanto, para onde Maduro foi levado nem sob qual base legal ocorreu a captura.
O governo brasileiro convocou uma reunião de emergência na manhã deste sábado para discutir o ataque de grande escala anunciado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo interlocutores do Itamaraty, a prioridade neste momento é reunir informações detalhadas sobre a operação antes de qualquer posicionamento público.
A avaliação interna é de que ainda há lacunas relevantes sobre as circunstâncias do ataque e, sobretudo, sobre a base legal da captura anunciada pelo presidente americano Donald Trump. Por essa razão, a orientação no governo é de cautela, evitando manifestações precipitadas enquanto os fatos seguem sendo apurados por canais diplomáticos. A reunião foi convocada pela embaixadora Maria Laura da Rocha, a número dois do Itamaraty. Com informações da Revista Veja e do portal O Globo.