Domingo, 31 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de maio de 2026
O presidente Lula conversou com ao menos dois senadores antes de anunciar que vai enviar novamente ao Senado a indicação de Jorge Messias ao STF.
Lula recebeu os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Weverton Rocha (PDT-MA) na segunda-feira (25/5), em Brasília, para falar sobre o assunto.
Wagner é o atual líder do governo no Senado. Já Weverton foi o relator da primeira indicação de Messias, que acabou sendo rejeitada pelos senadores por 42 votos a 34, no final de abril.
Na conversa, de acordo com relatos, Lula confirmou aos dois senadores que pretendia reenviar o nome de Messias e pediu que os parlamentares ajudassem na nova articulação.
No mesmo dia em que se reuniram com o presidente, o líder do governo e o senador maranhense jantaram com o próprio advogado-geral da União.
A aposta no Palácio do Planalto é que Lula enviará novamente a indicação de Messias assim que tiver uma nova conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A leitura entre auxiliares presidenciais é de que esse reenvio não deve demorar. “Ele não ia anunciar isso agora se não fosse para mandar logo”, diz uma fonte do governo.
Lula só enviará nome de Messias ao Senado sem risco de rejeição
O sentimento entre aliados do chefe da AGU é que Lula tem pressa e quer enviar novamente a indicação antes da eleição, mas não submeterá Messias a um novo desgaste se não tiver certeza da aprovação.
O advogado-geral da União, por sua vez, aguarda o comando do presidente para começar a se movimentar. Neste momento, tem optado por evitar tratar do assunto.
O governo também minimiza uma norma editada pelo Senado em 2010 que impede a reapresentação do nome de Messias neste ano. “É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal”, diz o ato da Mesa Diretora nº 1, de 2010.
A avaliação no Executivo é que, por se tratar de apenas uma norma infralegal, a regra pode ser facilmente contornada.
Caso Lula consiga, de fato, fechar um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o ato poderia ser revogado ou simplesmente o comando da Casa poderia adotar uma interpretação menos restritiva.
Aliados de Lula no Senado e interlocutores de Alcolumbre têm atuado por uma recomposição entre eles. A avaliação no entorno do petista é que a melhora do desempenho do presidente nas pesquisas de intenção de voto para a reeleição pode facilitar o ajuste da relação com o presidente do Senado.
Em 30 de abril, o Senado Federal sabatinou Jorge Messias e, embora ele tenha sido aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o nome foi rejeitado no plenário da Casa, com 42 votos contra e 34 a favor.
Ao afirmar que indicará Messias novamente durante evento em Sergipe, Lula disse que a rejeição histórica no Senado Federal, articulada por Alcolumbre, foi uma “questão simplesmente política”. Com informações dos portais Metrópoles e CNN.