Terça-feira, 23 de julho de 2024

Lula critica quem compareceu à festa em homenagem ao presidente do Banco Central

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o atual patamar da Selic e a gestão do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. “Ninguém fala da taxa de juros num país com inflação de 4%. Pelo contrário, faz uma festa ao presidente do Banco Central em São Paulo”, disse.

Lula se referia ao jantar promovido na última semana pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em homenagem a Campos Neto. O evento, no Palácio dos Bandeirantes, contou com cerca de 70 pessoas, entre banqueiros, empresários e políticos.

Em entrevista antes do encontro, Tarcísio afirmou que apenas pessoas próximas foram convidadas. “Resolvi, vou fazer um jantar para o meu amigo Roberto, com poucos amigos, gente do meu convívio, que trabalhou com a gente no governo (de Bolsonaro).”

As novas críticas de Lula ocorrem às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta semana. A taxa básica de juros está em 10,5% ao ano, e parte do mercado avalia que a autoridade monetária deverá manter esse patamar, interrompendo o ciclo de cortes. Nesse cenário, os analistas ficarão de olho nos votos de cada um dos diretores. No último encontro, os diretores indicados por Lula votaram por um corte maior dos juros, de 0,5 ponto porcentual, enquanto os diretores da gestão anterior opinaram que seria mais prudente reduzir o corte para 0,25 ponto – posição que prevaleceu.

“Estamos reféns de um sistema financeiro que praticamente domina a imprensa brasileira. Ninguém fala da taxa de juros de 10,25% em um país com uma inflação de 4%. Pelo contrário, dão uma festa para o presidente do Banco Central. Quem deu a festa deve estar ganhando com esses juros”, escreveu em seu perfil no X, antigo Twitter.

O petista ainda falou sobre os seus planos de aumentar a taxa de isenção do Imposto de Renda: “Nunca antes na história do Brasil tivemos um presidente que quisesse cuidar do povo como eu. E eu sei que isso incomoda. Cuidar dos direitos das trabalhadoras domésticas, de quem recebe Bolsa Família. Eu ainda quero garantir isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. E isso incomoda. Queremos levantar o povo brasileiro para um padrão de vida de classe média. Subir além do primeiro degrau, sem que seja derrubado cada vez que sobe um degrau. E eu acho isso plenamente possível.”

No fim das postagens, Lula se mostrou otimista sobre o crescimento da economia brasileira. “Anotem aí: nós vamos chegar a 6ª economia do mundo. Chegamos em 2011, depois caímos para 12ª e eu já trouxe de volta para a 8ª posição. E até o final do meu mandato vamos chegar a 6ª”, afirmou.

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