Terça-feira, 25 de junho de 2024

Lula diz que, se for eleito presidente, mexerá no orçamento secreto

Candidato do PT ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou neste domingo (18) em Florianópolis (SC) o seu giro de campanha pela Região Sul. Durante discurso em comício, ele garantiu que, se for eleito, mexerá no orçamento secreto e “dará um jeito” no Centrão.

Em determinado ponto da manifestação, o petista pediu para a plateia votar em candidatos aliados, porque, segundo ele, vai precisar de ajuda no Congresso Nacional para governar o País. Foi quando Lula mencionou os dois assuntos.

Orçamento secreto é como ficaram conhecidas as “emendas de relator”. São emendas parlamentares, com recursos previstos no Orçamento da União que não são distribuídos igualmente entre todos os parlamentares – diferente das demais emendas (individuais, de bancada ou de comissão).

Na prática, esses repasses ficam a critério de tratativas informais e acertos com o relator. Portanto, são consideradas menos transparentes.

“Se a gente ganhar, a gente vai ter que dar um jeito no Centrão”, prosseguiu o ex-presidente. Ele se referia a um grupo informal e fisiológico de partidos na Câmara dos Deputados.

São siglas de orientação de direita e de centro-direita que, ao longo dos últimos governos, aliaram-se ao Palácio do Planalto, independentemente de ideologia política e que em troca de dar ao governo governabilidade no Congresso Nacional, ocupa cargos estratégicos na gestão federal.

Em outro momento do comício, o ex-presidente rebateu uma frase habitual de seu adversário na disputa eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro, em uma tentativa de engajar eleitores em torno do patriotismo e da aversão ao que já chamou de “velha política”, costuma dizer que seu “partido é o Brasil”.

Lula subiu ao palanque com uma bandeira do Brasil e uma do PT para criticar a fala do presidente: “Esta bandeira aqui não é bandeira de um partido. É a bandeira de 215 milhões de brasileiros que amam este país”, bradou, completando:

“Normalmente, um fascista que não tem partido político, que nunca organizou partido político, que não gosta do povo, não respeita ninguém, diz o seguinte: ‘O meu partido é o Brasil’. E eu queria dizer para ele que o Brasil não é partido, é o nosso país”.

Giro por três Estados

Na sexta-feira, ele participou de atos eleitorais em Porto Alegre e no sábado (17) esteve em Curitiba (PR). Na capital catarinense, o petista subiu em palanque montado na Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa, no Centro. Ele estava acompanhado de aliados e correligionários, como seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB).

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