Sábado, 30 de agosto de 2025
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de agosto de 2025
O presidente Lula (PT) afirmou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) não seria nada sem Jair Bolsonaro (PL) e que o governador de São Paulo fará o que o ex-presidente quiser. A pressão por unidade em torno da candidatura do governador paulista à Presidência ganhou força nas últimas semanas entre integrantes do centrão e do mercado financeiro.
“Nós temos que reconhecer que o Bolsonaro tem uma força no setor de extrema direita muito forte. O Tarcísio vai fazer o que o Bolsonaro quiser. Até porque, sem o Bolsonaro, ele não é nada. Ele sabe disso”, afirmou Lula nesta sexta-feira (29), em entrevista à rádio Itatiaia.
O presidente ainda afirmou ter boa relação com Gilberto Kassab, que é presidente do PSD e secretário de Tarcísio. Sobre os resultados das pesquisas eleitorais, Lula disse que é cedo para definir um cenário.
“É muito precipitado a gente querer definir o jogo fora do estádio. Vamos entrar em campo e começar a definir o jogo. Já vai chegar o momento em que as coisas vão ser definidas, quem vai estar com quem. E aí nós vamos jogar”, disse Lula.
Ele também repetiu uma fala de que será candidato à reeleição se estiver “100% de saúde”, como está hoje.
Além de criticar Tarcísio, Lula colocou na mira o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), a quem chamou de “figura caricata” e “falso humilde”.
“Se ele tiver a performance que ele teve no [programa] Roda Viva, vai ser um desastre para ele. Ou ele melhora, deixa de ser o falso humilde e começa a dizer a verdade, ou ele vai ser desmoralizado na campanha”.
O presidente cumpriu nesta sexta duas agendas em Minas Gerais, que não tiveram a presença de Zema ou de integrantes do governo estadual. Em entrevista recente, o governador disse que receberia Lula na Cidade Administrativa, sede do governo, mas que se recusa a participar de eventos do Lula “para não ser vaiado”.
Lula defende a candidatura do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) para o Governo de Minas. O congressista, porém, afirma a aliados ainda não ter definido se disputará as próximas eleições.
O nome de Pacheco também é cotado para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de uma eventual aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
“Estou apenas demonstrando um desejo meu, que eu gostaria que fosse aceito pelo Pacheco, porque pelo PT eu já sei que é aceito, mas vai depender dele. Eu gostaria que ele assumisse a responsabilidade, porque ele será governador de Minas Gerais. Eu não tenho dúvida que os adversários dele irão se desmanchar em pó na disputa para a eleição de 2026”, afirmou Lula à rádio.
Mais tarde, durante ato do governo federal em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, Pacheco foi citado novamente por aliados.
Durante discurso, o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que Pacheco é “um dos mais brilhantes políticos da minha geração” e pediu pela candidatura dele em 2026.
“Minas tem feito escolhas erradas nos últimos anos, que não honram a história do estado. Você tem uma obrigação com Minas Gerais. Não pode se omitir. Você tem que ser o futuro governador de Minas”, disse o ministro ao senador.
É a sexta visita de Lula a Minas Gerais somente em 2025. Em Contagem, a prefeita é a aliada Marília (PT), cotada para ser vice em uma eventual chapa com Pacheco para o governo mineiro em 2026.