Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026

Lula entra em campo para conter crise entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União no caso do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para conter a crise entre Banco Central e TCU (Tribunal de Contas da União). Com o aval dele, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) procurou membros do tribunal e outras autoridades para esfriar os ânimos, uma vez que a decisão de analisar a conduta do BC na liquidação do Banco Master desagradou Gabriel Galípolo, presidente do órgão, e colocou em alerta o mercado financeiro.

Segundo relatos, Haddad argumentou contra a eventual reversão da liquidação do Master pelo relator no TCU, o ministro Jhonatan de Jesus.

Em despacho na última segunda (5), Jhonatan determinou inspeção de auditores in loco no Banco Central. Afirmou ainda que não estava descartada uma cautelar (decisão de efeito imediato) para brecar a venda de ativos do Master, ainda que o processo de liquidação fosse mantido.

A reação foi negativa, tanto por parte de agentes do mercado financeiro quanto do próprio BC, que viram na decisão do ministro do TCU a tentativa de minar a autoridade do órgão regulador.

O BC fez então um recurso à Corte, solicitando que a inspeção fosse chancelada pelo plenário do TCU (formado por mais oito ministros), que está em recesso. Cabe a Jhonatan responder ao recurso, uma vez que ele é o relator do caso. Em conversas reservadas, o ministro sinalizou que deverá recuar da inspeção e que não pretende reverter a liquidação do Master.

Antes de agir, Haddad telefonou para Lula para informar sua intenção de evitar um desgaste institucional do BC e abalos no mercado. Além do impacto no mercado, pesou a necessidade de preservação do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Lula foi informado que Galípolo estaria se sentindo sozinho na defesa da instituição, hoje sob ataques de aliados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Alertado, Lula teria se comprometido a conversar com o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo.

Na quarta-feira (7), Vital do Rêgo, disse que um processo de “desliquidação” do Master não caberia ao TCU.

“Nós temos o dever de fiscalizar o processo de liquidação, mas quem liquida é o Banco Central”, disse o presidente da Corte.

Jhonatan sofre pressão de colegas no TCU, que reclamam que a decisão dele colocou todo o tribunal sob exposição negativa.

Nos bastidores, ministros e Jhonatan passaram então a articular uma “saída” para a crise, com o objetivo de “reduzir a pressão” sobre a Corte.

A decisão de acatar o pedido do BC e suspender a inspeção é o primeiro resultado desse movimento. A avaliação de Jhonatan, em conversa com outros ministros da Corte, é que uma eventual decisão de reverter a liquidação do Master só poderia ser tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). (Com informações da Folha de S.Paulo)

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