Quinta-feira, 02 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de abril de 2026
Fontes próximas a Lula (PT) confirmam que reservadamente ele havia sinalizado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que o atenderia na indicação do aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), como forma de recompensar o senador amapaense pelo “rabo preso”, como se define o alinhamento em política. Por isso, o gesto de Lula indicando o aliado petista Jorge Messias representou o descumprimento de um compromisso político.
Sim, político mente
O “ingênuo” Alcolumbre parece surpreso com a constatação de que Lula é apenas mais um político que mente para obter o que deseja.
Aval desnecessário
Mas há o óbvio constitucional: indicação ao STF é prerrogativa do presidente da República, sem a necessidade de aval prévio do Senado.
Puro fisiologismo
Lula e Alcolumbre, com seu primarismo fisiológico, criaram um vácuo de governabilidade que fragiliza o próprio sistema de freios e contrapesos.
Ambos erraram
Nessa relação fisiológica, o Senado não pode vetar Messias previamente e nem o Planalto pode gerar o custo político de ignorar o Senado.
Alckmin como vice foi troféu consolação de Lula
Lula tentou até os 45 do segundo tempo fechar com o MDB a composição da chapa eleitoral deste ano, ignorando escaldados petistas que não esquecem o desfecho da dobradinha Dilma/Temer. A negociação não deu certo por causa do MDB, que nem de longe teve consenso para apoiar o petista nas nacionais. Diretórios do Sul, Sudeste e Centro-Oeste se recusaram a fechar com Lula. A situação foi ainda pior em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, que deve até pedir votos contra o petista.
Não compensa
A conta eleitoral foi simples: Lula iria se indispor com o PSB, que fechou com o PT no âmbito nacional, para ficar com o MDB fragmentado.
Azedou
Atuação de Lula para esvaziar quadros do MDB, tipo Simone Tebet (que foi para o PSB), apesar dos pesares, também ajudou a melar a aliança.
Minas indefinida
Outro colégio eleitoral importante e que não está disposto a fechar porteira com Lula é Minas Gerais, crucial para a campanha petista.
Quem lacra não lucra
Exaurido por lacrações imbecilizadas que afugentam investidores e clientes, o Banco do Brasil trocou 9 das 12 diretorias. Chamou quem sabe o que faz para tentar reverter o declínio do BB no governo petista.
Dia do Lula
Este ano os usuários do X trocaram o “ParabénsLula” pela hashtag “Dia do Lula”, em “homenagem” ao petista pelo 1º de abril, Dia da Mentira. A turma conseguiu colocar a expressão nos assuntos do dia.
Agenda
Com agenda de Lula em Salvador (BA), o decreto com a regulamentação da subvenção à venda do diesel deve esperar o retorno do petista à capital federal. Metade da conta, cerca de R$1,5 bilhão, é dos estados.
Senador censurado
Crítico feroz do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Eduardo Girão (Novo-CE) diz que nem entrevista ao vivo a TV Senado faz com ele. Conversa com o senador cearense, só gravada e editada.
Acerto baiano
Na passagem por Salvador (BA), nesta quinta-feira (2), Lula deve acertar com Jerônimo Rodrigues (PT) o nome do vice que vai compor a chapa petista para tentar a reeleição ao governo da Bahia.
Às moscas
Ainda que o PL leve adiante o pedido de cassação de Soraya Thronicke (Pode-MS), o andar do processo é outra história. O Conselho de Ética do Senado nem mesmo foi instalado. A última sessão foi em julho de 2024.
Flávio em vantagem
Curioso resultado da Atlas (BR-05686/2026) em Minas Gerais sobre eventual segundo turno contra Lula (PT): em confronto direto com o petista, Flávio Bolsonaro (46,9%) performa melhor do que o pai (46%).
Começou de novo
A bancada republicana na Comissão Judiciária da Câmara dos EUA divulgou novo relatório sobre “ordens secretas de censura” do ministro Alexandre de Moraes. “Nossa conclusão: Moraes e outros funcionários brasileiros tentam censurar a liberdade de expressão americana”.
Pensando bem…
…não tem segundo turno para Jorge Messias.
PODER SEM PUDOR
De política e virgindade
O então ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), exímio frasista, reuniu a bancada federal da Bahia, na Câmara, logo após a sua posse e de o presidente Lula propor a George W. Bush a busca do “ponto G”. Ao explicar por que evoluiu para uma aliança com Lula, Geddel tascou:
– Em tempo de citações eróticas, devo dizer que aos 18 anos eu definia o caráter da mulher pela virgindade; aos 48, considero isso uma besteira.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)