Segunda-feira, 09 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de março de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, esteve, na manhã deste domingo (8), no Hospital Sírio- Libanês (SP), para realizar um check-up anual. Conforme o boletim médico, todos os exames estão “dentro da normalidade”. O chefe do Planalto seguirá em acompanhamento habitual pelas equipes lideradas pelo doutor Roberto Kalil Filho e pela doutora Ana Helena Germoglio, sem previsão de novos procedimentos no momento.
Em 30 de janeiro, Lula passou por uma cirurgia de catarata no olho esquerdo, e teve alta hospitalar no mesmo dia. O procedimento foi indicado pelos médicos em razão do avanço da idade, com anestesia local e sem necessidade de internação. Ele já havia operado o olho direito em 2020. Em maio do ano passado, o petista cancelou a agenda após um episódio de vertigem. À época, foi submetido a uma bateria de exames, no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde foi diagnosticado com um quadro de labirintite.
Ele também deu entrada no hospital em outubro de 2024 após sofrer uma queda no banheiro que resultou em um ferimento na cabeça. O boletim médico divulgado pela Presidência, apontou que o presidente teve um “ferimento corto-contuso em região occipital”. Um mês depois, o chefe do Executivo passou por uma cirurgia delicada para tratar um sangramento na cabeça.
Combate ao feminicídio
Em um pronunciamento anual do Dia da Mulher, feito na noite deste sábado (7), em transmissão para todo o Brasil, Lula pediu para os brasileiros refletirem sobre como tratam as mulheres e defende o combate ao feminicídio,
“Como o nosso país trata as mulheres? E mais do que isso: Como nós, homens brasileiros, tratamos as mulheres? Precisamos começar encarando a realidade, por mais dura que ela seja. A cada 6 horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas”, falou Lula.
O presidente ainda afirmou que novas operações de combate ao feminicídio vão acontecer no país para trazer mais segurança para as mulheres no país e prometeu:
* implantar o rastreamento eletrônico de agressores cujas vítimas estejam com medida protetiva;
* ampliar e fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e as Procuradorias da Mulher;
* a criação do Centro Integrado da Segurança Pública, com unificação de dados e monitoramento de agressores;
* também ampliando a rede de unidades dos Centros de Referência e das Casas da Mulher Brasileira, que oferecem serviços especializados para as vítimas de violência doméstica e seus filhos.