Terça-feira, 31 de março de 2026

Lula quer pacote de bondades na economia em ano eleitoral para melhorar a popularidade

Preocupado com o avanço da oposição nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva investe em um pacote de bondades para obter dividendos eleitorais. Lula entrou no que aliados chamam de “modo cobrança” e tem pressionado auxiliares a apresentar resultados rápidos porque, no seu diagnóstico, a comunicação do governo ainda não conseguiu demonstrar o que vem sendo feito.

Se de um lado os indicadores macroeconômicos são favoráveis ao governo, com inflação dentro do intervalo de tolerância da meta, desemprego na mínima histórica e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), por outro, as pesquisas indicam que a economia continua sendo uma das principais preocupações dos brasileiros.

O crescente endividamento das famílias, com a taxa de juros nas alturas, é o que mais causa apreensão no presidente a menos de sete meses das eleições. Na lista das medidas em estudo por Lula estão iniciativas para reduzir a conta de luz e diminuir o custo do rotativo do cartão de crédito.

A equipe econômica também vai regulamentar o uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o crédito consignado privado e avalia outras formas de reduzir os juros para as famílias. Procurado, o Ministério do Trabalho não quis se manifestar sobre isso.

Custo da energia elétrica entra no radar

Na sexta-feira (27), Lula se reuniu com o novo titular da Fazenda, Dario Durigan, e com integrantes dos ministérios de Minas e Energia, Desenvolvimento, Industria e Comércio e Casa Civil, no Palácio da Alvorada, para acertar detalhes de um empréstimo de aproximadamente R$ 7 bilhões às distribuidoras de energia elétrica.

A linha de crédito será criada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para minimizar o aumento das tarifas de energia neste ano de eleições.

Na avaliação de Lula, o aumento das tarifas de luz é mais um fator que pode ter impacto negativo nas urnas e há receio de que a guerra no Oriente Médio contribua para a elevação desses preços.

As últimas pesquisas com simulações de segundo turno assustaram o governo ao mostrar um empate técnico entre o presidente e o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto e seu principal adversário.

A prática de segurar os reajustes de energia elétrica às vésperas das eleições já foi adotada nos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Dilma Rousseff (PT). Passadas as disputas, porém, os preços da conta de luz ficaram ainda mais caros. (Com informações de O Estado de S.Paulo)

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