Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Lula se reúne com o ministro de Relações Exteriores, mas ainda não decidiu sobre convite de Trump para o Conselho de Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nessa segunda-feira (19) com o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, no Palácio do Planalto. Durante o encontro, os dois discutiram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o “Conselho de paz” para a Faixa de Gaza.

Ainda não há uma decisão tomada e nem um prazo para que Lula aceite, ou não, o convite. Mas, inicialmente, o Palácio do Planalto está analisando os termos do documento, que foi enviado à Embaixada do Brasil, em Washington.

O presidente e sua equipe estão fazendo uma análise detalhada do documento e, principalmente, das implicações de aceitar a proposta.

Integrantes do governo brasileiro afirmam que serão levados em conta alguns pontos, entre os quais:

• quais os objetivos do conselho;
• quais países aceitarão fazer parte do grupo;
• o que esses países pensam acerca da guerra;
• se haverá custos financeiros a partir das decisões tomadas.

Dúvidas

O anúncio sobre a criação do conselho aconteceu na última semana. Segundo a Casa Branca, o conselho vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

Diplomatas afirmam que há muitas dúvidas a serem respondidas antes de o governo brasileiro tomar qualquer decisão sobre aceitar ou não o convite. “Nada disso está claro”, afirmou um diplomata a par das conversas.

Segundo esse diplomata, é necessário o Brasil consultar, inclusive, países que tenham algum tipo de relevância sobre o tema, para que as decisões eventualmente tomadas possam ser levadas adiante. “Trocar ideias com outros países relevantes na questão, é assim que se constrói uma posição em questão de tamanha relevância”, afirmou.

Atritos com Israel

Em discursos públicos, no Brasil e em fóruns internacionais, Lula já acusou o governo de Benjamin Netanyahu de praticar atos de “genocídio” contra o povo palestino e que está em curso não somente uma tentativa de “extermínio do povo palestino”, mas, sim, uma tentativa de “aniquilamento de seu sonho de nação”.

Além disso, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, classificou como “carnificina” as ações militares israelenses em Gaza e disse ser legítimo que Israel queira defender sua população, mas afirmou que as ações contra os civis em Gaza “já ultrapassaram há muito tempo qualquer limite de proporcionalidade”.

O Conselho de Trump

A criação do “Conselho de Paz” é considerado elemento-chave da segunda fase do plano respaldado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, ressaltou o presidente americao ao fazer o anúncio nas redes sociais.

Segundo a Casa Branca, o conselho vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

O organismo será presidido por Trump e contará com o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial para o Oriente Médio Steve Witkoff, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga, o diretor-executivo da Apollo Global Management Marc Rowan e o vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Robert Gabriel. As informações são do g1 e R7.

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