Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Lula se reúne com o procurador-geral da República fora da agenda e pede rigor em apurações sobre bancos e bets

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Paulo Gonet, procurador-geral da República, na manhã dessa quinta-feira (12), antes do procurador-geral participar da primeira sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) após revelações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo fontes do Planalto, o encontro durou cerca de 30 minutos e teve como foco os desafios das grandes apurações em curso, especialmente casos recentes e de grande repercussão envolvendo bancos e empresas de apostas. Segundo informações da CNN Brasil, Lula e Gonet já haviam combinado a conversa durante a abertura do ano judiciário.

Durante a sessão no STF dessa quinta, o presidente da Suprema Corte, o ministro Edson Fachin, convocou uma reunião com todos os ministros para tratar do relatório da PF (Polícia Federal) que menciona Dias Toffoli no âmbito do caso Banco Master.

Investigadores da PF confirmaram ter encontrado, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, conversas com menções a pagamentos de ao menos R$ 20 milhões à empresa do ministro Dias Toffoli.

O presidente do Supremo também já encaminhou o material à PGR, que deverá se manifestar sobre o caso.

Afastamento

Toffoli pediu para deixar a relatoria do inquérito que trata das fraudes do Banco Master.

O pedido foi feito após reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para tratar do relatório da investigação da Polícia Federal (PF) que apontou menções ao ministro encontradas em mensagem de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

A partir de agora, caberá a Fachin fazer redistribuição do caso para outro ministro.

Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.

“(Os ministros) Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.

A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.

“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”. (Com informações da CNN Brasil e da Agência Brasil)

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