Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Lula terá que pagar R$ 5,37 bilhões caso queira cargo vitalício em Conselho de Paz da Faixa de Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que desembolsar a quantia de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo caso queira ter um cargo vitalício no Conselho de Paz da Faixa de Gaza. O presidente Donald Trump convidou o brasileiro para integrar o grupo, que reunirá líderes e ex-líderes mundiais, além de integrantes do governo dos EUA, e faz parte da segunda fase do acordo de paz para o território palestino.

Ao fazer o anúncio nas redes sociais, Trump disse que a criação do conselho é uma elemento-chave da segunda fase do plano, que é respaldado por Washington, para dar fim a guerra em território palestino. A medida prevê, ainda, um governo de transição. “Posso dizer com certeza que é o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, disse o presidente dos EUA em uma rede social.

Em análise

Integrantes do governo brasileiro afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve analisar alguns aspectos antes de decidir se aceita ou não o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o “Conselho de paz” para a Faixa de Gaza.

Serão levados em conta alguns pontos, entre quais:

• quais os objetivos do conselho;
• quais países aceitarão fazer parte do grupo;
• o que esses países pensam acerca da guerra;
• se haverá custos financeiros a partir das decisões tomadas.

Diplomatas afirmam que há muitas dúvidas a serem respondidas antes de o governo brasileiro tomar qualquer decisão sobre aceitar ou não o convite.

Segundo um diplomata, é necessário o Brasil consultar, inclusive, países que tenham algum tipo de relevância sobre o tema, para que as decisões eventualmente tomadas possam ser levadas adiante. “Trocar ideias com outros países relevantes na questão, é assim que se constrói uma posição em questão de tamanha relevância”, afirmou.

Estatuto

A quantia US$ 1 bilhão é citada dentro do projeto de estatuto do conselho ao qual a Agência Reuters teve acesso. Conforme o texto, os integrantes vão exercer o mandato por três anos, no entanto, caso queiram estender a função por mais de três anos, terão que desembolsar a quantia milionária.

“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito a renovação pelo presidente. O mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o Conselho de Paz no primeiro ano”, diz o documento.

Em comunicado, a Casa Branca negou a informação e disse que não existe taxa mínima de adesão para integrar o conselho. “Isso simplesmente oferece filiação permanente a países parceiros que demonstrem profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade”, disse em publicação na rede social X, o antigo Twitter. Com informações do NSC Total e do g1.

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