Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de maio de 2026
Foram acachapantes e simbólicas as derrotas humilhantes de Lula (PT) no Senado e no Congresso, o primeiro rejeitando Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) e o outro derrubando o veto presidencial ao projeto da dosimetria, A vaga pretendida por Messias tem significado: era de Luís Roberto Barroso, criador de um bordão do ativismo judicial. Assim, o aliado de ontem tornou-se, involuntariamente, o autor da frase que resume a humilhação histórica imposta a Lula: “Perdeu, mané”.
Conciliação à vista
Única iniciativa de conciliação nacional desde as sentenças raivosas do 8/Jan, a dosimetria faz justiça, mas o rancoroso Lula quer ver “sangue”.
Aparelhamento
Derrotando a dupla Lula/Messias, o Senado decidiu que há limites para o aparelhamento do Judiciário.
Não tinha como
Messias carregava dois pesos mortos rejeitados: um histórico de ativismo radical de esquerda e o currículo considerado insuficiente até por aliados.
Quem perdeu, mané?
Barroso sai de cena deixando a vaga e o bordão. Lula fica com a frase, e a constatação amarga de que, desta vez, quem perdeu, mané, foi ele.
Promessas vazias marcam outra vez o 1º de Maio
Lula (PT) segue discursando como sindicalista dos anos 1980, posando de defensor dos “trabalhadores”, mas este 1º de Maio de 2026 expõe o fosso entre retórica e realidade. O salário mínimo reajustado em risíveis R$103, para R$1.621, que mal repõe a inflação, oferece ganho real de míseros 2,5%. Ele admite, em público, que o valor “é muito baixo”, mas nada faz sobre isso. A política de “valorização” do mínimo, retomada em 2023, era só outra lorota, e virou uma rotina de correções modestas.
Embromation
Piso salarial como instrumento de dignidade, bandeira do PT, converteu-se em “ajuste técnico”, insuficiente para recompor o poder aquisitivo.
Aperto de sempre
Trabalhadores formais, informais, aposentados e pensionistas do INSS sentem no bolso o mesmo aperto de sempre.
Seria 1º de abril?
Pesquisa Datafolha recente revelou que só 17% de quem ganha até R$5 mil admitem terem sido beneficiados pela isenção de imposto de renda.
Mudança de regime
Nas contas de Paulinho da Força (SDD-SP), relator do projeto da dosimetria, com a aprovação da proposta, o ex-presidente Jair Bolsonaro pode migrar para o regime semiaberto em cerca de um ano e meio.
Pé esquerdo
A semana de derrotas e humilhação para Lula no Congresso marcou a estreia com pé esquerdo do deputado José Guimarães (PT-CE), que assumiu a (des) articulação política do governo.
Teve até cantoria
Após o anúncio da derrubada do veto de Lula (PT) à lei que vai reduzir penas do 8/jan, parlamentares no plenário começaram a cantar parabéns para Flávio Bolsonaro, que completou 45 anos nesta quinta-feira (30).
Churrasco e pelada
Passada sessão que sacramentou derrota de Lula e rejeição de Jorge Messias para o STF, o “QG” de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, lotou de parlamentares, que curtiram churrasco e jogaram futebol.
Jogo jogado
Decano do STF, Gilmar Mendes não deve esticar a corda na disputa com o Legislativo, após rejeição do nome de Jorge Messias para o tribunal. Diz o ministro que “a decisão do Senado deve ser respeitada”.
Furada
“Não passa de mentiras”, criticou Marcel van Hattem (Novo-RS) sobre a tentativa de lulistas de associar a derrubada do veto à dosimetria a ajuda a faccionados. “O Congresso manteve avanços da Lei Antifacção”, disse.
Cadê o amor?
Xingado na tribuna do Congresso por parlamentares aliado de Lula (PT) e cia., o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro ironizou: “O Brasil não precisa desse ódio, mais amor, por favor!”.
De mulher pra mulher
Em Campo Grande (MS), a prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou lei que proíbe pessoas trans de usarem banheiros femininos e justificou: “resguardar direitos das mulheres”. Teve até protesto. Contra e a favor.
Pensando bem…
…não há “reciprocidade” para humilhação histórica.
PODER SEM PUDOR
Senador contrarregra
Senadores discutiam a redução da maioridade penal, anos atrás, quando o então senador Eduardo Suplicy (PT-SP) voltou a exibir sua veia artística. Lendo um relatório sobre o tema, em certo trecho um cachorro latia. Suplicy leu e latiu. Três vezes. Risos gerais. Adiante, ele se referiu a “vários tiros de arma de fogo”. Novamente Suplicy ilustrou a leitura berrando os tiros. O senador tucano Arthur Virgílio (AM) não resistiu: com reflexos de bom judoca, levantou os braços, com ar de espanto, em gesto de rendição. Mais risos.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)