Sábado, 20 de julho de 2024

Mais de 3 milhões de tentativas de fraudes de identidade foram registradas até setembro, aponta Serasa

Os roubos de contas e perfis aumentaram bastante nos últimos anos, principalmente por conta de vários vazamentos massivos, que facilitaram aos bandidos dados importantes de milhares de brasileiros. E, neste ano, esse tipo de crime continua em alta: de acordo com dados da empresa de análise de informações de crédito Serasa, em 2022 foram mais de 3 milhões de tentativas de fraudes de identidade registradas entre janeiro e setembro.

O índice é alto, praticamente uma tentativa a cada oito segundos. Dessas tentativas, 1,7 milhão foram relacionadas ao segmento de bancos e cartões. O segmento das financeiras é o segundo mais utilizado, com 528 mil tentativas, e logo após está o setor de serviços, com 457 mil, em terceiro lugar. Tentativas relacionadas ao varejo estão em quarto lugar, com 254 mil, e telefonia em último lugar, com 79 mil.

A população mais afetada tem de 36 a 50 anos, parcela que sofreu 1,1 milhão de tentativas desse tipo de golpe. Já os consumidores de 26 e 35 sofreram 839 mil tentativas. Entre aqueles com 51 a 60 anos, foram 427 mil. Os grupos menos afetados são aqueles com até 25 anos, com 349 mil, e os acima de 60 anos, com 334 mil tentativas.

Entre os estados brasileiros, São Paulo lidera o ranking, com cerca de 934 mil tentativas nesses nove primeiros meses de 2022. Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com 331 mil, seguido de Minas Gerais, com 263 mil, Paraná, com 201 mil, e Rio Grande do Sul, com 151 mil. Os últimos lugares são do Acre, com 8.432, do Amapá, com 8.363, e de Roraima, com 5.891.

Dicas de segurança

Segundo a Serasa Experian, algumas medidas podem ser tomadas para evitar essas tentativas de fraude. Entre elas, recomenda-se que o consumidor só inclua informações pessoais e dados de cartão em sites seguros. Senhas e códigos de acesso também não devem ser fornecidos fora do site do banco ou do aplicativo. Ainda, o cadastro de chaves Pix deve ser feito apenas nos canais oficiais dos bancos.

“Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador”, aponta a Serasa em comunicado. Os golpistas podem usar e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar pegar informações e dados de cartão de crédito, senhas e outras informações pessoais.

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