Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 14 de janeiro de 2026
O pastor Silas Malafaia confrontou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) nesta quarta-feira (14) e cobrou que ela apresente provas da suposta relação entre igrejas e fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Para o líder religioso, a declaração da senadora configura uma “acusação séria” e, sem a divulgação dos nomes dos envolvidos, não passa de uma afirmação leviana. Malafaia reagiu a uma fala de Damares em que ela apontou ligações entre grandes igrejas, líderes religiosos e o esquema de fraudes contra aposentados.
Na ocasião, a senadora afirmou que foi orientada a não divulgar os nomes porque “os fiéis ficariam muito tristes”. A declaração provocou forte reação do pastor, que publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter).
“Como é que é? Uma acusação gravíssima dessa e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas que estão envolvidos na falcatrua da roubalheira dos aposentados do INSS? Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. A acusação é grave e séria. E diga também quem pediu para a senhora calar a boca”, afirmou Malafaia.
Em tom exaltado, o pastor também disse que a divulgação dos nomes ajudaria a própria liderança evangélica a lidar com o caso. “Se não tem os nomes e as provas, cale a boca. Se tem, denuncie pelo bem da igreja”, declarou.
Em resposta, por meio de nota à imprensa, Damares Alves informou ter divulgado a lista de nomes e instituições religiosas citadas nos requerimentos apresentados no âmbito da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS.
A senadora também relembrou sua atuação na comissão e afirmou ter sido autora do requerimento que resultou na criação da CPMI, em 2025. Segundo Damares, os pedidos se baseiam em “indícios concretos identificados em documentos oficiais, especialmente Relatórios de Inteligência Financeira e informações da Receita Federal do Brasil”.